Os crimes relacionados a criptomoedas têm aumentado significativamente, com sequestros, golpes e coerção humana se tornando cada vez mais comuns. Em 2025, esse tipo de crime escalou, levando o setor a reforçar suas defesas.
Conferências estão ampliando a segurança, e empresas privadas que atendem detentores de criptoativos relatam uma alta demanda por proteção. Exchanges também estão tomando medidas para proteger seus executivos, evidenciando uma postura defensiva cada vez mais comum no setor.
O que você vai ler neste artigo:
Durante a conferência Bitcoin 2026, em Las Vegas, muitos palestrantes circularam com segurança pessoal. O evento contou com o apoio do Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas e empresas privadas de segurança para garantir a proteção dos participantes.
Um workshop lotado ensinou os participantes a proteger seus criptoativos durante invasões domiciliares. Técnicas como a criação de carteiras falsas e o uso de bloqueios temporais foram abordadas.
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A transparência das criptomoedas, antes celebrada como um avanço, agora é vista como um risco, pois facilita a identificação de alvos por criminosos. Em 2025, ataques físicos a detentores de criptomoedas aumentaram 75%, segundo a empresa de segurança de blockchain CertiK.
Jameson Lopp, cofundador da empresa de custódia de bitcoin Casa, registrou um aumento de três vezes nos chamados “wrench attacks” entre 2023 e 2025. Este tipo de ataque envolve coerção física para obtenção de chaves de criptomoedas.
Empresas como a Coinbase Global aumentaram significativamente seus gastos com segurança pessoal. Em 2025, a Coinbase gastou cerca de US$ 7,6 milhões para proteger seu CEO, Brian Armstrong, um aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior.
Grandes exchanges estão adotando medidas de segurança semelhantes às dos grandes bancos, com proteção executiva, protocolos de viagem segura e escritórios reforçados.
A França tem sido um foco particular de sequestros relacionados a criptomoedas, com incidentes envolvendo familiares de empreendedores do setor. Autoridades em Paris e Nova York estão intensificando os esforços para combater esses crimes.
Os agressores costumam identificar seus alvos usando registros públicos de blockchains e dados vazados de exchanges. Essa prática permite que criminosos tenham um mapa claro de quem detém o quê.
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O aumento da violência física no ecossistema cripto tem levado a um aumento na demanda por proteção pessoal. Empresas de segurança relatam um aumento significativo nas consultas de clientes preocupados com essas ameaças.
Os criminosos estão cada vez mais sofisticados, muitas vezes se infiltrando em projetos legítimos antes de executar ataques. A Drift, uma exchange de derivativos, sofreu um ataque planejado por seis meses, atribuído a um grupo norte-coreano.
Em resumo, o ano de 2025 marcou um ponto de inflexão para o setor de criptomoedas, com a violência física se tornando um vetor central de ameaça. Se você achou este artigo útil, inscreva-se em nossa newsletter para receber mais informações atualizadas sobre segurança em criptomoedas.
As principais ameaças incluem sequestros, coerção física para obtenção de chaves, golpes e extorsão, facilitados pela transparência das transações em blockchain.
Conferências estão reforçando a segurança com apoio policial e de empresas privadas, além de oferecer workshops sobre proteção de criptoativos.
A transparência facilita a identificação de detentores de criptoativos por criminosos, tornando-os alvos de sequestros e extorsões.
Exchanges estão implementando medidas rigorosas de segurança, como proteção executiva, protocolos de viagem segura e escritórios reforçados.
A violência física tem aumentado a demanda por proteção pessoal e segurança, com criminosos se tornando mais sofisticados em suas abordagens.