Trabalhadores brasileiros que atuam sob o regime CLT agora podem reunir até nove contratos de crédito em um único empréstimo consignado. A medida, oficializada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entrou em vigor neste mês e promete facilitar a vida dos assalariados, oferecendo maior controle financeiro e menores taxas de juros. Essa nova possibilidade tem potencial para atingir diretamente os cerca de 46 milhões de trabalhadores formais no país.
No texto abaixo, você descobrirá detalhes importantes sobre o funcionamento da unificação de dívidas consignadas, as novas regras de portabilidade no setor privado e quais são os principais pontos de atenção antes de optar pela consolidação. Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre essa novidade que promete mudar o acesso ao crédito em 2025.
O que você vai ler neste artigo:
Com a atualização das regras, o trabalhador com carteira assinada poderá, desde que respeite o limite de até 35% do salário líquido comprometido, juntar diferentes contratos em uma operação única de crédito consignado. Isso inclui tanto empréstimos consignados quanto créditos pessoais, como CDCs. O desconto das parcelas é feito direto na folha de pagamento, o que reduz os riscos de inadimplência para as instituições financeiras e, por consequência, garante taxas menores em comparação a outros tipos de empréstimo.
A novidade, segundo o MTE, tem como foco os trabalhadores do setor privado que frequentemente lidam com vários contratos simultâneos e, até então, não podiam migrar ou consolidar essas dívidas em um único parcelamento com desconto em folha. Dessa forma, a medida visa simplificar a gestão financeira, além de favorecer a busca por condições mais vantajosas no mercado.
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A Portaria MTE nº 933 trouxe outra inovação relevante: a liberação da portabilidade dos consignados entre bancos. Antes da mudança, trabalhadores que desejavam migrar seus créditos para instituições com melhores taxas encontravam dificuldades justamente pela limitação de contratos ativos. Agora, é possível transferir, negociar e concentrar as dívidas em um único banco ou instituição que ofereça condições mais atrativas.
Quem já possui mais de um empréstimo vigente também foi beneficiado. A funcionalidade implementada pela Dataprev desde 6 de junho permite consolidar até nove operações anteriores, superando barreiras tecnológicas que antes restringiam esse movimento. Segundo a própria estatal, essa quantidade cobre a grande maioria dos trabalhadores endividados no sistema.
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Apesar dos benefícios claros da unificação, é fundamental prestar atenção a alguns pontos antes de tomar qualquer decisão. O trabalhador deve avaliar, por exemplo:
Também é importante considerar que só é permitido manter um contrato de consignado por vínculo empregatício, ainda que esse contrato unifique várias dívidas. Caso haja mudança de emprego, as regras para a manutenção do desconto em folha podem variar de acordo com o novo empregador.
Dados do próprio governo apontam que existem cerca de 3,8 milhões de contratos que podem ser alvo de consolidação, movimentando aproximadamente R$ 40 bilhões no setor. A expectativa é que a concorrência entre bancos aumente e traga vantagens inéditas aos trabalhadores, que historicamente tinham acesso restrito a crédito em condições favoráveis.
Essa inovação, apelidada de Crédito do Trabalhador, representa um passo importante para democratizar e ampliar o acesso a linhas de crédito consignado, permitindo que mais brasileiros possam reorganizar suas finanças com mais segurança.
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Com a consolidação dos contratos de crédito consignado permitida pelo Ministério do Trabalho, a vida financeira do trabalhador formal tende a se tornar mais transparente e sustentável. Quem está em busca de melhores condições para quitar dívidas agora pode contar com alternativas mais flexíveis no sistema bancário.
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O total de parcelas unificadas não pode ultrapassar 35% do salário líquido, incluindo empréstimos consignados e CDC.
Sim. Com a portabilidade, você pode transferir e reunir até nove contratos de diferentes instituições em um único banco.
Antes de fechar, verifique junto ao banco se há tarifas de análise, transferência ou outros custos extras, apesar das novas regras reduzirem barreiras.
Só se mantém um contrato consignado por vínculo. Em caso de troca de emprego, as deduções e regras podem variar conforme o novo empregador.
A Dataprev afirmou que a tecnologia já suporta até nove contratos, mas o prazo varia por instituição; geralmente, de uma a quatro semanas.