A Procuradoria Geral do Rio Grande do Norte (PGE/RN) aguarda a análise dos embargos de declaração solicitando revisão das medidas determinadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em setembro do ano passado. Essas medidas visam a amortização do déficit atuarial do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do Estado.
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Os embargos foram submetidos à conselheira relatora do processo, Ana Paula de Oliveira Gomes, após o não atendimento do prazo de 60 dias úteis para apresentação de um plano de ação. A PGE argumenta que as determinações do TCE não consideram o tempo necessário para a elaboração e aprovação do plano pelo legislativo estadual.
O Ministério Público de Contas do Estado (MPC/RN) opinou pelo improvimento dos embargos, alegando a inexistência de omissão, obscuridade ou contradição nas determinações do Tribunal. A PGE, no entanto, acredita que o recurso pode ser provido e espera que o colegiado do TCE julgue favoravelmente.
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O economista Helder Cavalcanti destaca que o déficit no fundo de capitalização do RPPS do Estado, de -14% em relação à Receita Corrente Líquida, e o déficit mensal de R$ 140 milhões, são problemas que exigem soluções estruturais.
Economistas como Thales Penha, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sugerem reformas administrativas sérias para atacar o déficit previdenciário e o comprometimento da folha de pagamento. As medidas deveriam incluir racionalização dos vencimentos, equilíbrio de reajustes e reestruturação da previdência complementar.
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Caso o TCE decida pelo improvimento dos embargos, a PGE pretende avaliar medidas para defender o Poder Executivo e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN). O TCE/RN informou que, em caso de descumprimento das determinações, pode aplicar multa de R$ 1 mil por dia de atraso na apresentação do plano de amortização.
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Embargos de declaração são recursos utilizados para solicitar esclarecimentos ou revisão de decisões judiciais, quando há alegações de omissão, obscuridade ou contradição.
O TCE é responsável por fiscalizar e controlar a administração pública, garantindo a correta aplicação dos recursos e o cumprimento das normas financeiras.
O déficit previdenciário compromete a capacidade do estado de honrar suas obrigações financeiras, podendo resultar em ajustes fiscais e cortes em áreas essenciais.
Economistas sugerem reformas administrativas, racionalização dos vencimentos, equilíbrio de reajustes e reestruturação da previdência complementar.
Em caso de descumprimento, o TCE pode aplicar multas diárias ao estado, além de outras sanções administrativas.