As ações da CSN (CSNA3) e da CSN Mineração (CMIN3) registraram quedas significativas na sexta-feira, 19 de março. A CSNA3 caiu 3,23%, fechando a R$ 9,28, enquanto a CMIN3 teve uma desvalorização de 4,01%, encerrando a R$ 5,26. Esse movimento foi desencadeado após o anúncio de que a CSN venderia até 11,17% de sua participação na transportadora ferroviária MRS Logística para sua subsidiária, a CSN Mineração, por até R$ 3,35 bilhões.
Essa transação faz parte de uma estratégia da CSN para reduzir sua alavancagem, diminuindo sua participação na MRS de 18,75% para 7,59% do capital social total.
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O principal motivo para a venda de parte da participação na MRS é a estratégia da CSN de reduzir sua alavancagem financeira. Ao monetizar ativos, a empresa busca melhorar sua estrutura de capital e aliviar preocupações dos investidores sobre sua dívida.
De acordo com análises do Bradesco BBI e Morgan Stanley, essa transação é vista como positiva para a CSN. O Bradesco BBI mantém uma recomendação neutra para a empresa, destacando que o acordo reforça o compromisso da CSN com a desalavancagem. Já o Morgan Stanley observa que a alavancagem líquida da CSN pode cair para entre 3,8 e 3,9 vezes até 2026, uma melhoria em relação à estimativa atual de 4,1 vezes.
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Apesar dos benefícios para a CSN, a venda não foi bem recebida pelo mercado em relação à CSN Mineração. O Bradesco BBI já previa uma reação negativa, pois a avaliação implícita sugere um múltiplo EV/Ebitda de 9,4 vezes, acima dos 6,1 vezes estimados para a Rumo (RAIL3) em 2025.
A transação pode representar desafios para a CSN Mineração, já que reduz sua liquidez. Isso, combinado com a perspectiva de preços mais baixos para o minério de ferro, pode dificultar a execução de projetos de crescimento, como a mina Itabirito P15. O Morgan Stanley estima que a alavancagem líquida da CMIN3 em 2026 poderá aumentar para 0,85 vezes, acima da estimativa atual de 0,35 vezes.
Embora a venda de participação na MRS traga benefícios financeiros para a CSN, o impacto sobre a CSN Mineração levanta preocupações sobre sua capacidade de crescimento. O mercado estará atento às estratégias que a CSN Mineração adotará para enfrentar esses desafios e às flutuações nos preços do minério de ferro.
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No geral, enquanto a CSN se beneficia da transação ao reduzir sua alavancagem, a CSN Mineração enfrenta um cenário mais desafiador. Os investidores devem monitorar de perto os desenvolvimentos futuros para avaliar os impactos de longo prazo dessa operação.
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O principal objetivo é reduzir a alavancagem financeira da CSN, melhorando sua estrutura de capital.
A transação reduz a liquidez da CSN Mineração e pode dificultar a execução de projetos de crescimento.
Espera-se que a alavancagem líquida da CSN caia para entre 3,8 e 3,9 vezes até 2026.
A avaliação implícita sugere um múltiplo EV/Ebitda acima do esperado, o que preocupa investidores.
A transação, combinada com preços mais baixos do minério de ferro, pode afetar negativamente a CSN Mineração.