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CLT, Direitos, FGTS, INSS, Negócios, Pessoa Física

Licença não remunerada: o que é e como funciona?

Eduardo Guerra em 18 de junho de 2025 às 02:29

Se você está buscando uma pausa no trabalho sem abrir mão do vínculo empregatício, este artigo sobre licença não remunerada foi feito especialmente para você. Seja por motivos pessoais, acadêmicos, de saúde ou projetos paralelos, entender os direitos, deveres e consequências dessa decisão pode ser fundamental para organizar sua vida profissional e particular com mais segurança.

Aqui você vai encontrar informações detalhadas sobre o que é a licença não remunerada, quem tem direito, as diferenças em relação a outros tipos de afastamento, como funciona o pedido desse benefício, prazos, impacto em salário, benefícios e até no INSS. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas antes de tomar qualquer decisão!

O que é licença não remunerada?

A licença não remunerada corresponde à suspensão temporária do contrato de trabalho, quando o empregado se afasta de suas atividades por determinado período, sem receber salário ou benefícios trabalhistas. Esse tipo de licença não está previsto detalhadamente na legislação, mas é uma prática comum em muitas empresas privadas e também no serviço público, sendo regulamentada por acordos internos, convenções coletivas ou políticas internas.

Leia também: Se tirar licença não remunerada posso perder as férias?

Como funciona a licença não remunerada?

A licença não remunerada é solicitada pelo próprio trabalhador com o objetivo de se afastar das atividades por um tempo, mas sem romper definitivamente o contrato com a empresa. Sua concessão depende do aval do empregador e geralmente exige um acordo formal entre as partes, especificando o período da licença e como ficam determinados direitos durante o afastamento.

Direitos e deveres durante a licença não remunerada

Ao solicitar esse afastamento, o empregado e a empresa firmam um termo de acordo com regras claras sobre o que será mantido ou suspenso. Veja a seguir pontos essenciais para compreender os efeitos da licença não remunerada no contrato de trabalho.

Salário e benefícios suspensos

Durante o tempo em que durar a licença, o empregado deixa de receber salário, além de ter benefícios como vale-alimentação, vale-transporte ou auxílio-creche também suspensos, dependendo da política da empresa.

Manutenção do vínculo empregatício

Apesar do afastamento e da suspensão salarial, o contrato de trabalho fica apenas em “stand by”, ou seja, o vínculo entre empregado e empresa permanece. Por isso, não há necessidade de rescisão contratual.

Impacto no FGTS e INSS

Sem o pagamento do salário, o empregador também fica desobrigado de efetuar depósitos de FGTS e contribuições ao INSS nesse período. O tempo afastado não conta para efeitos de aposentadoria e demais benefícios previdenciários.

Quem pode pedir licença não remunerada?

A licença não remunerada pode ser solicitada por qualquer empregado do setor privado ou público, desde que haja acordo com a empresa. Não existe limite de categoria, mas a maioria dos empregadores analisa caso a caso antes de autorizar o afastamento. É comum que cargos estratégicos ou funções de confiança recebam tratamento diferenciado.

Diferença entre licença não remunerada e outros afastamentos

É importante não confundir a licença não remunerada com outros tipos de afastamentos previstos em lei, como licença maternidade, paternidade, médica ou férias.

Licença remunerada

Nesse modelo, o empregado é afastado de suas funções, mas segue recebendo salário e benefícios — diferente da licença não remunerada, em que a suspensão envolve também a remuneração.

Licença médica

A licença médica é garantida por lei (INSS), tem remuneração proporcional ao afastamento e depende de atestado médico ou perícia. Já a licença não remunerada ocorre somente por desejo do empregado e acordo coletivo.

Férias

As férias são um direito adquirido, representam descanso remunerado e são programadas. Portanto, têm características bem distintas da licença não remunerada.

Motivos mais comuns para o pedido de licença não remunerada

A decisão de solicitar uma licença desse tipo geralmente está ligada a situações específicas que exigem afastamento prolongado. Os principais motivos são:

  • Cuidados com familiares;
  • Realização de cursos ou especializações;
  • Viagens de longa duração;
  • Atendimentos a questões de saúde não cobertas por licença médica;
  • Projetos pessoais ou melhorias profissionais;
  • Questões pessoais e familiares.

Leia também: O que é horário comercial? Qual é e como funciona?

Prazos e duração da licença não remunerada

Não existe, via de regra, um prazo mínimo ou máximo estabelecido por lei para a licença não remunerada. Tudo depende da negociação direta com o empregador. Em geral, empresas formalizam em contrato o período máximo de afastamento e, em alguns casos, admitem prorrogação mediante novo acordo escrito.

Passo a passo para solicitar licença não remunerada

Se você decidiu que precisa desse período de afastamento, siga um roteiro para formalizar seu pedido e garantir que tudo fique claro com a empresa.

Planeje o motivo e o período de afastamento

Tenha clareza sobre o motivo do pedido e estabeleça o período necessário antes de procurar seu gestor.

Converse com o gestor ou RH

Procure o responsável imediatamente superior para explicar a situação. É importante abordar o assunto de forma transparente, demonstrando planejamento e responsabilidade em relação às demandas do setor.

Formalize o pedido por escrito

Envie uma solicitação formal, por e-mail ou carta, detalhando as datas de início e fim, assim como o motivo da licença. Isso resguarda ambas as partes e ajuda a evitar desencontros.

Negocie as condições e obtenha resposta oficial

Negocie prazos, possibilidade de prorrogação e quais benefícios poderão ser mantidos (se aplicável), incluindo a previsão para seu retorno. Aguarde a resposta oficial da empresa para que o afastamento seja válido e esteja devidamente documentado.

Como fica a estabilidade após o retorno da licença não remunerada?

Não há previsão legal de estabilidade para o empregado que retorna de licença não remunerada, diferentemente de outros afastamentos (maternidade, acidente de trabalho). A volta ao trabalho ocorre normalmente, sem direito a proteção extra, a menos que haja acordo coletivo diferenciado.

Licença não remunerada e registro na carteira de trabalho

A orientação mais segura é sempre registrar o afastamento oficialmente na carteira de trabalho (CTPS digital ou física). O registro deixa claro o período de suspensão contratual, evitando questionamentos futuros, especialmente quando há necessidade de comprovar vínculos para fins previdenciários ou bancários.

Pontos de atenção antes de pedir licença não remunerada

Antes de solicitar esse tipo de afastamento, é fundamental considerar todos os efeitos para sua carreira e finanças.

Suspensão das contribuições previdenciárias

O período não contará para fins de aposentadoria, auxílio-doença ou salário-maternidade, já que não há recolhimento de INSS durante o afastamento.

Implicações trabalhistas futuras

O tempo de licença não remunera não será computado para cálculo de férias, 13º salário ou aviso prévio em caso de demissão futura. Esse período é considerado como “zero” para esses direitos.

Comunicação clara com empresa

Mantenha todo o processo documentado, inclusive eventuais prorrogações, para resguardar seus direitos e evitar mal-entendidos.

Licença não remunerada é obrigatória para o empregador?

Não existe obrigação legal para o empregador conceder a licença não remunerada. A decisão cabe à empresa, que pode aceitar ou recusar o pedido, baseando-se nas políticas internas e nas necessidades do setor. No serviço público, as regras de concessão podem variar conforme legislação específica de cada órgão.

Perguntas frequentes sobre licença não remunerada

A seguir, veja respostas rápidas para dúvidas comuns:

  • É possível pedir demissão durante a licença?
    Sim, se decidir não retornar, o empregado pode pedir demissão durante o período de afastamento.
  • O empregado pode ser demitido durante a licença?
    Em geral, a demissão fica suspensa enquanto o contrato está paralisado. Mas, em casos de afastamento superior ao previsto em acordo, alguns empregadores podem optar pela rescisão.
  • É possível contribuir para o INSS por conta própria?
    Sim, é possível se tornar contribuinte facultativo para evitar quebra no tempo de serviço para a aposentadoria.

Leia também: Quanto ganha um professor em 2025? Média salarial no Brasil

Entender como funciona a licença não remunerada é essencial para quem precisa de um afastamento temporário do trabalho, sem abrir mão do vínculo com a empresa. Assim, você toma decisões embasadas e evita prejuízos ao seu planejamento profissional e previdenciário. Se deseja receber mais conteúdos como este, inscreva-se em nossa newsletter e acompanhe novidades do mundo do trabalho, direitos do empregado e orientações para cuidar do seu futuro!

Perguntas frequentes

Como a licença não remunerada impacta meu planejamento financeiro?

Durante a licença não remunerada você fica sem salário nem benefícios, então é essencial ter reserva de emergência, rever gastos e, se desejar, contribuir ao INSS como segurado facultativo.

Posso continuar com meu plano de saúde na licença não remunerada?

Depende do contrato e da política da empresa. Você pode negociar a manutenção pagando diretamente a operadora ou verificar se há cláusula de manutenção no termo de acordo.

Quais documentos são necessários para formalizar o pedido?

Geralmente, um requerimento por escrito (e-mail ou carta) detalhando datas de início e fim, motivo do afastamento e termos acordados. Mantenha cópias assinadas pelas partes.

O período de licença não remunerada conta para férias e 13º salário?

Não. Como não há remuneração nesse período, ele não é computado para cálculo de férias, 13º salário ou tempo de serviço, a menos que haja previsão em acordo coletivo.

É possível estender a licença não remunerada após o prazo inicial?

Sim. Basta negociar nova prorrogação por escrito com a empresa, estabelecendo novo período e eventuais condições de manutenção de benefícios.

Posso trabalhar em outra empresa durante a licença não remunerada?

Em geral, sim, desde que não haja cláusula de exclusividade no contrato original. Verifique a política interna e informe o empregador, se necessário.

Eduardo Guerra

Eduardo Guerra é especialista em finanças pessoais e crédito no Brasil, com foco em SEO e conteúdo YMYL. Atua há mais de 7 anos na criação e otimização de conteúdos sobre empréstimo consignado, FGTS, INSS, salário mínimo, crédito para negativados e educação financeira, trabalhando diretamente com fintechs e empresas do setor financeiro. Atualmente, é responsável por estratégias de conteúdo e SEO em projetos voltados para produtos financeiros, sempre com foco em clareza, responsabilidade e informação acessível ao consumidor.

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