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Câmara pauta urgência da gratuidade para bagagem de mão em voos: o que muda para o passageiro

Info Financeira em 21 de outubro de 2025 às 11:08

O tema da gratuidade da bagagem de mão volta ao centro das discussões do Congresso. Nesta terça-feira (21), a Câmara dos Deputados agenda votação para o pedido de urgência do projeto de lei que proíbe a cobrança de malas de mão em voos partindo ou chegando ao Brasil. O debate ganhou força após grandes companhias aéreas brasileiras começarem a instituir a tarifa, o que provocou reação imediata de parlamentares e consumidores.

No texto a seguir, o leitor entende como a possível aprovação impacta o mercado aéreo brasileiro, quais são as regras atuais, o que dizem as empresas do setor e as expectativas para as próximas fases da tramitação. Siga com a leitura para se informar sobre os direitos dos passageiros e o cenário político que envolve a questão.

Bagagem de mão: entenda a proposta em discussão na Câmara

O projeto do deputado Da Vitória (PP-ES), protocolado em 8 de outubro de 2025, propõe que todas as companhias aéreas, nacionais ou estrangeiras, sejam obrigadas a permitir que cada passageiro leve gratuitamente uma mala de mão e um item pessoal (como bolsa, mochila ou pasta), tanto em voos domésticos quanto internacionais, desde que o voo tenha origem ou destino em solo brasileiro.

Segundo a proposta, a cobrança de taxas só poderá ocorrer caso o peso ou as dimensões da mala ultrapassem o limite estipulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), normalmente entre 10 e 12 quilos. O objetivo é restaurar um direito antigo dos passageiros, considerado violado pelas decisões recentes das companhias aéreas.

O contexto da cobrança e a reação política

O debate ganhou contornos urgentes após a Latam iniciar, em outubro de 2024, a cobrança pela bagagem de mão em voos internacionais. A Gol adotou a mesma política na semana passada, restringindo o transporte gratuito a apenas bolsas e mochilas pequenas que cabem sob o assento.

Diante da pressão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a cobrança como “abuso” e sinalizou prioridade ao tema. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também se posicionou favorável ao projeto de gratuidade, destacando a necessidade de proteger o consumidor.

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O que muda para o passageiro se o projeto virar lei?

Se aprovado, o texto garantirá ao passageiro o direito de transportar, sem custo extra, uma mala de mão e um artigo pessoal em todos os voos nacionais e internacionais com partida ou chegada ao Brasil. Para que a regra funcione sem brechas, o projeto prevê a inclusão de restrições claras de peso e medidas, evitando interpretações maleáveis por parte das empresas.

Confira na tabela como ficam as regras atualmente:

Tipo de voo Item pessoal Bagagem de mão Bagagem despachada
Doméstico Grátis Grátis (até 10 kg) Paga (até 23 kg)
Internacional Grátis Paga (até 10 kg) Paga (até 23 kg)

Com a mudança, a cobrança pela mala de até 10 ou 12 quilos se tornaria proibida nas rotas internacionais, igualando a gratuidade já vigente nos voos domésticos.

Argumentos das companhias aéreas e histórico da legislação

As empresas de aviação justificam a cobrança afirmando que possibilita a oferta de passagens mais baratas, inclusive argumentando que a prática já é utilizada em outros países. No entanto, parlamentares e entidades de defesa do consumidor contestam essa lógica, lembrando que a taxação de bagagens despachadas, permitida pela Anac em 2017, não reduziu os preços dos bilhetes — em muitos casos, houve aumento.

Tramitação e próximos passos no Congresso

O pedido de urgência, se aprovado, fará o projeto avançar rapidamente ao plenário, sem passar por comissões intermediárias. A inclusão de dimensionamento técnico específico e participação da Anac no debate pretende fechar eventuais brechas interpretativas e assegurar transparência nas relações de consumo.

Ao mesmo tempo, outras propostas que tratam da gratuidade tanto da bagagem de mão quanto das malas despachadas seguem em análise no Congresso. O tema permanece sensível, especialmente pela experiência de idas e vindas legislativas desde 2017, marcada por mudanças, vetos presidenciais e insatisfação popular em relação às tarifas praticadas.

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A discussão sobre a gratuidade da bagagem de mão evidencia a necessidade de equilibrar interesses empresariais com a defesa dos direitos elementares do consumidor. O desenrolar da votação e as consequências para viagens aéreas no Brasil serão determinantes para o futuro do setor.

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Perguntas frequentes

Quais dimensões e peso a bagagem de mão pode ter para ser gratuita?

A proposta prevê que a mala de mão gratuita deve respeitar os limites de peso entre 10 e 12 quilos e as dimensões estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Caso ultrapasse esses parâmetros, a cobrança poderá ser aplicada.

Como a aprovação desse projeto impactará os voos internacionais?

Se vira lei, o passageiro poderá transportar gratuitamente uma mala de mão em voos internacionais com origem ou destino no Brasil, eliminando a atual cobrança que algumas companhias aéreas já praticam.

Por que as companhias aéreas defendem a cobrança pela bagagem de mão?

As empresas argumentam que a cobrança permite oferecer passagens aéreas mais baratas, modelo já adotado em outros países, diluindo custos operacionais e permitindo mais opções para o consumidor.

O que acontece se o passageiro levar uma bagagem de mão maior que o permitido?

Nesse caso, a cobrança pela bagagem poderá ser feita pela companhia aérea, conforme regras definidas pela Anac, para garantir segurança e conforto a todos os passageiros.

Como está o andamento do projeto de lei que trata da gratuidade da bagagem de mão?

O projeto está em fase de votação para pedido de urgência na Câmara dos Deputados, o que pode acelerar sua tramitação e encaminhamento ao plenário para deliberação final.

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