O Amazon Web Services (AWS) sofreu uma instabilidade de grandes proporções na segunda-feira, 20 de maio de 2025, causando um verdadeiro apagão digital que impactou empresas, usuários e órgãos públicos ao redor do globo. A falha paralisou serviços online essenciais, interrompeu operações de empresas multinacionais e escancarou o quanto o mundo digital depende das gigantes fornecedoras de infraestrutura em nuvem.
Quem tentou acessar plataformas populares ou realizar transações digitais logo percebeu o transtorno. Em resposta rápida, a Amazon informou que já restabeleceu todos os sistemas e, agora, as operações seguem normalmente. Neste artigo, descubra os detalhes do incidente, entenda as causas prováveis e veja os principais impactos sentidos em diferentes países e setores. Continue lendo e saiba tudo sobre o maior apagão digital provocado por uma falha técnica em 2025.
O que você vai ler neste artigo:
O problema começou por volta de 4h11, no horário de Brasília, quando usuários globais passaram a relatar dificuldades para acessar sites e aplicativos hospedados na AWS. Segundo dados do Downdetector, plataforma que monitora quedas de serviços digitais, mais de 6,5 milhões de relatos foram registrados durante a madrugada e início da manhã.
No centro do incidente estava a região US-East-1, principal polo de dados da AWS, localizada em Virgínia, Estados Unidos. Empresas de diferentes segmentos foram afetadas: entretenimento, e-commerce, comunicação, bancos, transportes, educação online e até órgãos governamentais.
Entre os serviços e aplicações prejudicados, destacaram-se: Disney+, Lyft, The New York Times, McDonald’s, Reddit, Snapchat, United Airlines, T-Mobile, Ring, Robinhood, Venmo, iFood, Mercado Livre, Prime Video, Zoom, Alexa, Duolingo, Fortnite, Canva, Seller Central (para vendedores parceiros da Amazon), Roblox, Coinbase e muitos outros.
No Brasil, plataformas como iFood, Mercado Livre e Alexa ficaram fora do ar durante horas. Grandes marcas internacionais, como Delta e United Airlines, também tiveram dificuldades e emitiram comunicados a seus clientes. Segundo a Canva, “taxas de erro significativamente elevadas” foram registradas em todas as funções devido ao problema na AWS.
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Apesar de boatos iniciais sugerirem um possível ataque cibernético, especialistas logo descartaram essa hipótese. Conforme explicou Rob Jardin, diretor digital de uma empresa de cibersegurança, a origem provável foi uma falha técnica em sistemas críticos, associados ao DynamoDB — serviço de banco de dados essencial para a conectividade da AWS.
O mecanismo afetado lida com requisições DNS (Sistema de Nomes de Domínio), fundamentais para traduzir nomes de sites em endereços IP e permitir o tráfego de dados de forma transparente para os usuários. Segundo o professor Mike Chapple, da Universidade de Notre Dame, “falhas assim não costumam comprometer dados, mas sua localização e acesso ficam indisponíveis por longos períodos”.
A AWS atualizou a situação regularmente em sua página de monitoramento, informando que trabalhava em diferentes frentes para acelerar a normalização dos serviços. Às 7h35, segundo a própria empresa, a falha DNS foi mitigada e as operações começaram a voltar ao normal. No entanto, usuários e empresas continuaram relatando lentidão e erros até o início da noite, mostrando o tamanho do estrago.
A Amazon prometeu divulgar em breve um relatório detalhado sobre as causas e a extensão do apagão. Enquanto isso, milhares de companhias seguem analisando os impactos e revisando suas estratégias de resiliência frente à dependência dos serviços em nuvem.
O episódio revelou o quão vulneráveis estão negócios, governos e a própria sociedade diante de falhas em infraestrutura digital concentrada em poucos fornecedores gigantes, como Amazon, Microsoft e Google.
Basta um problema em um grande datacenter para levar parte significativa da internet ao colapso, afetando desde pequenas startups a multinacionais e governos. Como afirmou o pesquisador Mike Chapple: “Quando um gigante da nuvem espirra, o mundo inteiro sente as consequências”.
Em resumo, o apagão da AWS de maio de 2025 é um alerta importante para empresas que buscam alternativas, redes de contingência e estratégias de multicloud, com intuito de evitar que incidentes desse porte voltem a interromper múltiplos serviços críticos em escala global.
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O recente apagão da AWS serviu como um lembrete contundente da importância da infraestrutura em nuvem e dos riscos associados à dependência excessiva de poucos provedores digitais. Mudanças de estratégia, planos de emergência e maior diversificação são temas que devem ganhar ainda mais espaço nos conselhos de tecnologia das empresas a partir de agora.
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As empresas devem adotar estratégias de multicloud, implementar planos de contingência e realizar testes periódicos de recuperação para minimizar impactos de falhas em provedores únicos.
O DynamoDB é um serviço gerenciado de banco de dados NoSQL da AWS, essencial para a conectividade e funcionamento de várias aplicações hospedadas na nuvem.
Setores como entretenimento, e-commerce, bancos, comunicação, transporte, educação online e órgãos governamentais foram significativamente impactados.
Apesar de a falha principal ter sido mitigada algumas horas após o início, muitos usuários relataram lentidão e erros até o início da noite do mesmo dia.
O DNS traduz nomes de domínio em endereços IP, permitindo que os usuários acessem serviços e sites; sua falha impede essa tradução e bloqueia o tráfego de dados.