O dólar iniciou esta segunda-feira operando em baixa, com desvalorização de 0,38% por volta das 11h30, sendo negociado a R$ 5,3177. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,81%, atingindo 146.624 pontos e chegando a registrar um novo recorde intradiário de 147.558,22 pontos logo pela manhã.
O clima nos mercados é marcado pela intensa movimentação, com investidores atentos a eventos relevantes no Brasil e no exterior. Indicadores econômicos, discursos de autoridades e atualizações do cenário fiscal norte-americano prometem manter a volatilidade ao longo do dia. Confira, a seguir, os fatores que estão no radar e o que eles significam para as decisões de câmbio e bolsa nesta reta final de setembro de 2025.
Continue lendo para entender os impactos desses acontecimentos no desempenho do dólar e do Ibovespa, além das projeções atualizadas para inflação, juros e crescimento econômico.
O que você vai ler neste artigo:
No Brasil, os investidores observam atentamente a agenda recheada de divulgações relevantes. O Banco Central publicou o Boletim Focus, trazendo queda nas expectativas para a inflação de 2025 e 2026. Madrugando junto ao noticiário, os analistas do mercado revisaram para baixo as projeções para os dois anos:
As estimativas para o PIB mantiveram-se estáveis, com previsão de crescimento de 2,16% em 2025 e 1,80% em 2026. A mediana das expectativas para a taxa Selic em 2025 permaneceu em 15% ao ano — o patamar atual. Para 2026 e 2027, as projeções são de 12,25% e 10,50%, respectivamente.
Outros indicadores nacionais do dia incluem a divulgação, à tarde, do Caged (empregos formais de agosto) e o resultado do Governo Central, ambos acompanhando de perto a saúde fiscal e o ritmo do mercado de trabalho brasileiro.
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Nos Estados Unidos, crescem as preocupações com um possível impasse orçamentário no Congresso que poderia resultar em paralisação do governo. Investidores monitoram ainda a divulgação das vendas pendentes de imóveis (às 11h) e discursos de membros importantes do Federal Reserve ao longo do dia, o que pode calibrar expectativas sobre os próximos passos da política de juros americana.
Em Wall Street, o clima foi de alívio após resultados de inflação dentro do esperado, afastando temporariamente o temor de altas de juros mais agressivas. Dados preliminares mostram o S&P 500 subindo 0,59% (6.643,68 pontos), o Nasdaq avançando 0,44% (22.482,44 pontos) e o Dow Jones com alta de 0,66% (46.250,88 pontos).
Na Europa, o tom também é positivo, impulsionado por setores industriais e financeiros, além de notícias sobre tarifas contra o aço chinês. Os principais índices encerraram em alta: STOXX 600 (+0,78%), DAX (+0,87%), FTSE 100 (+0,77%), CAC 40 (+0,97%) e FTSE MIB (+0,96%). Por outro lado, os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em queda, após realização de lucros dos investidores no rastro do forte desempenho recente das ações de tecnologia e inteligência artificial.
Mesmo em meio a tanta volatilidade, os investidores de olho no desempenho anual notam tendências interessantes. Veja no quadro a seguir:
| Indicador | Semana | Mês | Ano |
|---|---|---|---|
| Dólar | +0,33% | -1,55% | -13,62% |
| Ibovespa | -0,29% | +2,85% | +20,92% |
Esses números revelam como o real se valoriza frente ao dólar em 2025, com perda de força acumulada da moeda americana. Já a bolsa brasileira reage positivamente, atingindo novas máximas e superando a marca de 147 mil pontos.
Para quem acompanha o mercado, é momento de atenção redobrada, pois qualquer sinal vindo de Brasília ou de Washington pode redefinir o humor dos investidores nas próximas sessões.
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O dólar segue como um termômetro de expectativas quanto à política fiscal e monetária, enquanto o Ibovespa reflete o apetite por risco e o otimismo com os ativos brasileiros.
O cenário econômico mostra-se dinâmico com a valorização do Ibovespa e a queda do dólar, resultado das movimentações domésticas e do ambiente externo. Para quem busca tomar decisões informadas, acompanhar esses desdobramentos pode ser decisivo em 2025. Se você gostou da cobertura e deseja receber análises detalhadas e notícias fresquinhas sobre mercado financeiro, informe seu email e assine a nossa newsletter.
A taxa Selic é a referência básica de juros no Brasil e impacta diretamente o custo do crédito, o rendimento de investimentos e a inflação, influenciando o comportamento do dólar e do Ibovespa.
A valorização do real indica maior poder de compra da moeda brasileira, o que pode reduzir os custos de importação e afetar positivamente o desempenho do mercado de ações local.
Eventos econômicos e políticos globais, como decisões do Fed e riscos fiscais nos EUA, influenciam o fluxo de capitais e o apetite por risco, impactando o dólar e o Ibovespa.
O Boletim Focus reúne projeções econômicas importantes, como inflação e PIB, que ajudam investidores a ajustar estratégias frente às expectativas para juros e crescimento.
O Ibovespa é o principal índice da bolsa brasileira e reflete o desempenho das maiores e mais negociadas ações, servindo como termômetro do apetite por risco e confiança no mercado nacional.