Os Estados Unidos passarão a taxar em 100% todos os filmes produzidos fora do país. O anúncio, feito pelo presidente Donald Trump nesta segunda-feira (29), movimentou a indústria cinematográfica global e acendeu um alerta sobre possíveis mudanças no setor. Donald Trump, que já havia sugerido a medida meses atrás, justificou a decisão alegando que outros países ‘roubam’ produções dos EUA ao oferecer incentivos generosos a estúdios estrangeiros.
No comunicado divulgado em sua rede social, Trump destacou a necessidade de reverter a atual tendência de queda nas produções norte-americanas. O político classificou como ‘roubo’ a prática de países europeus e asiáticos em conceder créditos fiscais, descontos e dinheiro para atrair cineastas. Hollywood, epicentro da produção mundial há décadas, sente diretamente essa disputa, e os principais números mostram uma retração considerável do setor nos últimos anos.
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O anúncio presidencial não surge do nada. Segundo levantamento da FilmLA, entidade que monitora a indústria do entretenimento, a produção de filmes e séries em Los Angeles caiu quase 40% nos últimos dez anos. As razões são várias, mas o principal fator apontado por executivos e especialistas é a competição internacional impulsionada por incentivos robustos oferecidos no exterior.
Países como Reino Unido, Canadá e Austrália, por exemplo, mantêm programas de benefícios fiscais para atrair grandes produções, concorrendo diretamente com os estúdios californianos. O resultado prático desse movimento é que cada vez mais blockbusters e séries internacionais encontram destinos alternativos ao tradicional reduto hollywoodiano.
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Os incentivos adotados por diversos países vão de descontos em impostos a reembolsos financeiros diretos para produtoras que escolhem filmar em seus territórios. O objetivo desses pacotes é aquecer a economia local, estimular empregos na área audiovisual e inserir as cidades no mapa global do cinema.
De acordo com a Ampere Analysis, o mercado global de produção de conteúdo deve movimentar cerca de US$ 248 bilhões em 2025, valor que países buscam abocanhar com políticas agressivas. Os Estados Unidos, ao instituírem esta nova tarifa, pretendem proteger sua fatia desse montante e buscar uma recuperação para Hollywood.
A decisão do governo americano já gera repercussões entre representantes da indústria, produtores independentes e grandes estúdios. Muitos avaliam que a tarifação elevada pode desencorajar importações de grandes títulos estrangeiros, afetando tanto a oferta cultural ao público quanto os hábitos de consumo nos EUA. Também há o temor de que outros países respondam instituindo medidas similares, travando uma verdadeira guerra comercial do audiovisual.
Especialistas alertam para possíveis efeitos colaterais, como a elevação dos preços dos ingressos e a dificuldade de acesso a obras internacionais. Por outro lado, há quem enxergue a medida como incentivo para revitalizar empregos e estúdios norte-americanos, que buscam retomar o protagonismo perdido nos últimos anos.
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A imposição da tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros marca um novo capítulo na dinâmica mundial do entretenimento. A resposta do setor definirá os próximos passos e determinará se Hollywood voltará a crescer ou se a globalização das produções será definitivamente irreversível.
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Países como Reino Unido, Canadá e Austrália oferecem descontos em impostos e reembolsos financeiros para atrair produções internacionais.
A taxação pode elevar os custos das distribuidoras, que podem repassar essa alta ao consumidor, resultando em ingressos mais caros.
A retração ocorre devido à competição internacional com outros países que oferecem benefícios fiscais, reduzindo o atrativo de filmar em Hollywood.
O objetivo é gerar empregos locais, estimular a economia e posicionar suas cidades como destinos atrativos para produções audiovisuais.
Pode haver diminuição da diversidade cultural disponível, aumento de preços, represálias comerciais e estímulo à indústria norte-americana.