O possível retorno do horário de verão em 2025 segue gerando expectativas em todo o país. Ainda sem definição oficial, o tema voltou a ser amplamente discutido nos bastidores do Governo Federal, que analisa dados recentes sobre o impacto da medida no sistema elétrico brasileiro. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avaliam cenários para decidir se a alteração nos relógios, tradicional entre outubro e fevereiro, será retomada. Entenda como está o debate e os principais fatores que influenciam a decisão.
Neste artigo, você confere quais estudos embasam a possível volta do horário de verão, os argumentos contrários que surgem no Congresso e o histórico da medida no Brasil. Continue a leitura para acompanhar todas as novidades e entender o que muda para o consumidor caso o horário de verão retorne a partir do próximo ano.
O que você vai ler neste artigo:
Um dos principais motores desse debate são recentes estudos do ONS no Plano de Operação Energética de 2025, que apontam desafios nas redes de transmissão para lidar com picos de demanda entre 18h e 21h, especialmente durante períodos de estiagem. O relatório indica que a implementação do horário de verão poderia aliviar até 2 GW no Sistema Interligado Nacional (SIN), reduzindo a necessidade de usinas térmicas, conhecidas pelo alto custo e emissões.
Especialistas destacam ainda possíveis vantagens:
Segundo técnicos do MME, a decisão também considera o nível dos reservatórios – se estiverem em condições normais, a medida perde força, mas em anos secos pode ser vital no combate a apagões e custos elevados.
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No Congresso Nacional, a situação é delicada. Enquanto o governo avalia a eficácia da medida para garantir estabilidade energética, a Câmara dos Deputados examina um Projeto de Lei (PL 397/07) que pode proibir explicitamente a volta do horário de verão no Brasil. O projeto avança, respaldado por argumentos de especialistas da área de saúde.
Entre os pontos apresentados por opositores da medida estão:
A tensão entre a busca por eficiência energética e o bem-estar da população transforma a pauta em um desafio complexo, que exige equilíbrio entre ciência, política e aspectos sociais.
O horário de verão foi adotado regularmente no Brasil desde 1985, mas suspenso em 2019 após estudos apontarem queda na economia energética. Na última década, avanços na tecnologia de iluminação e mudanças no perfil de consumo, como o uso crescente de aparelhos de ar-condicionado e eletrônicos, reduziram significativamente o efeito da alteração nos relógios.
Hoje, estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste ainda concentram grandes picos de demanda no início da noite, reacendendo a necessidade de alternativas para a gestão do sistema elétrico. A decisão final parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve acolher recomendações técnicas do Ministério de Minas e Energia e do ONS, além do resultado dos debates no Congresso.
Independentemente da decisão para 2025, o retorno do horário de verão traria impactos tanto para o setor energético quanto para a rotina das cidades, exigindo adaptação das empresas e atenção à saúde da população.
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O debate sobre o horário de verão em 2025 demonstra como temas ligados ao consumo energético afetam diretamente a vida da população e movimentam diferentes setores do governo. Com análises técnicas e discussões no Congresso em andamento, o desfecho seguirá influenciando o cenário energético do Brasil.
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Os estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil são os mais impactados pelo horário de verão devido a seus picos de consumo no início da noite.
O horário de verão pode diminuir a demanda de energia elétrica nos horários de pico, reduzindo a necessidade de ativar usinas térmicas, que são mais caras e poluentes.
Mudanças no relógio podem causar distúrbios do sono, aumento da fadiga, desregulação hormonal e maior risco de problemas cardiovasculares.
Foi suspenso porque estudos indicaram uma redução na economia de energia elétrica, devido a avanços tecnológicos e mudanças no padrão de consumo da população.
Ao alterar o período de maior atividade diária, o horário de verão pode melhorar o aproveitamento da geração solar e eólica, potencializando sua contribuição ao sistema elétrico.