O preço do aluguel residencial registrou nova alta em agosto de 2025, segundo levantamento do Índice FipeZap, encerrando a sequência de três meses de desaceleração. O valor médio do aluguel avançou 0,66% no último mês, mostrando aquecimento do mercado e superando tanto a inflação oficial do período quanto outros indicadores econômicos importantes. Os dados detalham a evolução dos preços em 36 cidades brasileiras, incluindo as principais capitais.
Neste artigo, você confere tudo o que mudou no índice de locação residencial: cidades que mais subiram, tipos de imóveis com maior valorização, comparativos de preços e a rentabilidade do aluguel frente a outros investimentos. Siga com a leitura para entender como esse movimento afeta proprietários, inquilinos e quem está de olho em investir em imóveis.
O que você vai ler neste artigo:
Após um período de alívio para quem paga aluguel, os preços voltaram a avançar e, desta vez, acima dos principais índices de inflação. Em agosto, o índice FipeZap mostrou aumento médio de 0,66% nos aluguéis residenciais, enquanto o IPCA (referência de inflação do IBGE) mostrou variação negativa de 0,11% e o IGP-M, indicador tradicional de reajuste de contratos imobiliários, ficou em 0,36%.
A aceleração foi puxada principalmente por imóveis de três dormitórios, com alta de 0,87% em agosto. Unidades menores, de dois dormitórios, subiram 0,54% no mesmo período.
Entre as 36 cidades avaliadas, 29 tiveram aumento no preço do aluguel em agosto. Na lista das capitais, Brasília (+3,55%) e Teresina (+3,08%) lideraram os reajustes. Outras cidades que se destacaram foram Belém (+2,10%), Vitória (+1,55%) e Recife (+1,37%). Por outro lado, São Paulo registrou uma variação mais tímida, com alta de 0,09%, enquanto Curitiba teve a menor valorização (0,13%).
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No acumulado de 2025 até agosto, o aluguel residencial subiu 6,83%. Esse desempenho supera, de longe, o IPCA do período (3,15%) e o IGP-M, que inclusive registrou retração anual de -1,35%. Em doze meses, a valorização dos aluguéis ultrapassou a casa dos dois dígitos: 10,04%. Os imóveis de um dormitório tiveram o maior aumento, com 10,99% em um ano, enquanto unidades de dois quartos subiram 9,56%.
Confira a tabela com os valores médios de locação residencial nas principais capitais do Brasil:
| Capital | Preço médio (R$/m²) |
|---|---|
| São Paulo | R$ 61,69 |
| Recife | R$ 60,65 |
| Belém | R$ 60,65 |
| Florianópolis | R$ 59,08 |
| São Luís | R$ 55,48 |
| Rio de Janeiro | R$ 53,45 |
| Maceió | R$ 52,94 |
| Vitória | R$ 49,79 |
| Brasília | R$ 48,97 |
| Manaus | R$ 48,83 |
| Salvador | R$ 48,68 |
| Belo Horizonte | R$ 47,61 |
| João Pessoa | R$ 45,39 |
| Curitiba | R$ 44,77 |
| Cuiabá | R$ 44,76 |
| Goiânia | R$ 42,72 |
| Porto Alegre | R$ 42,38 |
| Natal | R$ 39,65 |
| Campo Grande | R$ 36,22 |
| Fortaleza | R$ 35,68 |
| Aracaju | R$ 26,12 |
| Teresina | R$ 25,18 |
O valor médio nacional chegou a R$ 49,77/m². Imóveis compactos puxaram a média para cima: um dormitório atingiu R$ 66,99/m², enquanto unidades maiores, de três quartos, ficaram em R$ 42,59/m².
O estudo da FipeZap também trouxe dados sobre rentabilidade para quem investe em imóveis residenciais. O retorno médio anual ficou em 5,94%, abaixo das principais opções de aplicações financeiras do momento. Investidores que apostam em apartamentos de um dormitório obtiveram melhores resultados, com média de 6,70% ao ano, enquanto quem alugou imóveis maiores, de quatro quartos ou mais, registrou retorno de 4,87% ao ano.
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Para conferir mais detalhes sobre os dados e a metodologia, acesse o site oficial do Índice FipeZap.
Diante do novo cenário, fica evidente que o mercado de aluguel residencial volta a ganhar força em 2025, especialmente nas cidades que puxaram a alta dos preços neste último levantamento. Se você está buscando moradia ou pensando em investir, acompanhar os indicadores pode ser uma estratégia fundamental para tomar decisões mais assertivas. Para ficar por dentro desta e de outras notícias que impactam seu bolso, inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdo de qualidade diretamente no seu e-mail.
Os aumentos são influenciados por fatores como a oferta e demanda de imóveis, localização, características do imóvel, inflação, e indicadores econômicos como o índice FipeZap.
O preço médio varia bastante: São Paulo tem o maior valor médio, R$ 61,69/m², enquanto cidades como Teresina têm valores menores, em torno de R$ 25,18/m², refletindo diferenças regionais e de mercado.
A rentabilidade média anual do aluguel residencial em 2025 foi de 5,94%, inferior a muitas aplicações financeiras populares atualmente, mas imóveis de um dormitório tiveram retorno melhor, em torno de 6,70% ao ano.
Imóveis de um dormitório registraram a maior valorização anual, com aumento de 10,99%, seguidos por unidades de dois dormitórios com crescimento de 9,56%.
O IGP-M é um índice tradicional usado para reajuste de contratos de aluguel, como referência inflacionária, enquanto o FipeZap mede a variação real do preço dos aluguéis no mercado. Em 2025, o FipeZap mostrou alta maior, indicando aceleração no mercado.