No trimestre encerrado em julho deste ano, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6%, o menor percentual já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra um mercado de trabalho mais aquecido e representa uma redução expressiva em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa atingia 6,9%.
O recuo do desemprego acompanha o crescimento consistente do número de pessoas ocupadas, que beirou os 102,4 milhões — novo recorde na série histórica. O levantamento traz ainda informações detalhadas sobre avanços na formalização do trabalho, desempenho por setores e queda nos índices de desalento e subutilização da força de trabalho. Veja abaixo os principais destaques da pesquisa e saiba o que esperar do cenário do emprego no país.
O que você vai ler neste artigo:
O cenário de emprego no Brasil em 2025 reflete não só a retração do desemprego, mas também o avanço da formalização. Dos 102,4 milhões de brasileiros ocupados, 39,1 milhões trabalhavam com carteira assinada no setor privado — a maior quantidade observada desde 2012. A formalização, apontada por especialistas como fundamental para a redução da vulnerabilidade social, consolidou-se como vetor principal desse ciclo positivo.
Destaca-se também o crescimento do número de pessoas por conta própria, atingindo 25,9 milhões e contribuindo para o registro histórico de ocupados. Entre os destaques setoriais na comparação anual estão:
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Outro dado relevante da pesquisa é a queda significativa na taxa de desalento para 2,4%, retomando patamares observados há mais de uma década. Isso significa que menos trabalhadores estão desistindo de procurar emprego. Foram identificados 2,7 milhões de desalentados, 11% menos que no trimestre anterior.
No tocante à subutilização — que indica o desperdício do potencial de trabalho da população — o recuo também foi notável: a taxa ficou em 14,1%, menor patamar da série histórica. Esse dado reforça que parte significativa das pessoas que anteriormente estavam desempregadas ou desalentadas conseguiram uma nova posição no mercado de trabalho.
| Indicador | Julho/2025 | Variação Anual |
|---|---|---|
| Taxa de desocupação | 5,6% | -1,2 p.p. |
| População ocupada | 102,4 milhões | +1,2 milhão |
| População desalentada | 2,7 milhões | -475 mil |
| Carteira assinada (privado) | 39,1 milhões | +3,5% |
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A taxa de informalidade ficou em 37,8%, uma redução discreta frente ao mesmo trimestre de 2024. Apesar da diminuição, o número de trabalhadores informais atingiu 38,8 milhões, englobando empregados sem carteira, empregadores informais e trabalhadores autônomos sem registro formal. O dado indica que, embora os empregos formais estejam crescendo, a informalidade ainda mantém relevância no mercado nacional.
Segundo o IBGE, mesmo com o leve avanço da informalidade em números absolutos, a expansão acelerada da formalização de vagas contribuiu para a queda do percentual. Considerando apenas empregados sem carteira assinada no setor privado, o patamar permaneceu em 13,5 milhões, demonstrando estabilidade.
A apuração da taxa de desemprego é realizada por meio da Pnad Contínua, produzida pelo IBGE, que investiga mensalmente mais de 200 mil domicílios urbanos e rurais em todo o Brasil. O indicador principal considera a proporção de pessoas que estão desocupadas em relação à força de trabalho, composta por indivíduos que exercem ou buscam por ocupação.
Essa metodologia abrange diferentes situações, como quem está recebendo seguro-desemprego, trabalhadores sem carteira, autônomos e empregados formais. Os resultados permitem aprofundar a análise de segmentos como jovens, mulheres, diferentes regiões e setores de atividade.
Os dados atualizados ajudam na elaboração de políticas públicas e avaliações sobre a direção do mercado de trabalho brasileiro. Para quem deseja acompanhar detalhes, o acesso se dá diretamente no site do IBGE.
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À luz dos últimos indicadores, o mercado de trabalho do Brasil segue em trajetória positiva em 2025, sustentado por crescimento consistente da ocupação formal e informal, redução do desalento e queda histórica do desemprego.
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A formalização aumenta a segurança e benefícios para os trabalhadores, reduzindo a vulnerabilidade social e contribuindo para um mercado de trabalho mais estável e qualificado.
A taxa de desalento representa a parcela de trabalhadores que desistiram de procurar emprego. Sua redução indica maior confiança na geração de vagas e recuperação do mercado.
Os setores que mais cresceram foram a indústria, o comércio, e a administração pública, saúde, educação e serviços sociais, destacando-se com expansão significativa de vagas.
Informalidade refere-se a trabalhadores sem registro formal, enquanto desemprego abrange as pessoas que estão desocupadas e buscando trabalho. Mesmo com queda do desemprego, a informalidade ainda é alta.
A Pnad Contínua realiza entrevistas mensais em mais de 200 mil domicílios, levantando informações sobre pessoas ocupadas, desempregadas e outras condições do mercado de trabalho em todo o país.