O uso de crédito tem ganhado força entre os jovens da Geração Z em 2025, segundo levantamento recente da Serasa Experian. De acordo com a pesquisa, quase metade desse grupo, formado por pessoas nascidas entre 1995 e 2009, busca alternativas de crédito regularmente, seja por motivos pontuais ou de forma contínua. Os dados lançam luz sobre uma mudança importante de comportamento financeiro, indicando a ascensão de novos hábitos de consumo e gestão de recursos pessoais entre os mais jovens.
Neste artigo, você vai descobrir como a Geração Z tem se destacado em relação ao uso do crédito, entender os principais objetivos da juventude ao recorrer a esse recurso e conferir como as expectativas econômicas influenciam esse cenário. Continue a leitura para obter informações detalhadas sobre o perfil financeiro da nova geração no Brasil.
O que você vai ler neste artigo:
Dados divulgados pela Serasa Experian mostram que 49,9% dos integrantes da Geração Z são os que mais recorrem ao crédito no país, superando significativamente as gerações anteriores. Dentro deste percentual, 24,6% revelam utilizar crédito de forma recorrente, enquanto 25,3% buscam essa alternativa apenas em situações específicas. Isso aponta para uma tendência de maior familiaridade e flexibilidade na relação desses jovens com produtos financeiros.
Em contraste, as gerações mais antigas, como os boomers (nascidos entre 1946 e 1964), apresentam um perfil bastante conservador: apenas 14,8% utilizam crédito eventualmente e 39,1% evitam recorrer a qualquer linha de financiamento em seu cotidiano. A média geral aponta que 44,1% dos brasileiros usam crédito com frequência, sendo 18,8% de forma contínua e 25,3% apenas quando necessário.
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A pesquisa aprofunda o olhar sobre os objetivos que levam a juventude brasileira a buscar crédito em 2025. Dentre as principais finalidades, destacam-se:
Esses percentuais sugerem que o crédito está sendo incorporado à rotina da Geração Z como um instrumento de realização de sonhos, mobilidade econômica e também de planejamento financeiro, distanciando-se do estigma de desequilíbrio orçamentário.
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Quando questionados sobre como agiriam diante de uma possível melhora na economia, 29,4% dos brasileiros afirmam que aumentariam os gastos com lazer, viagens e alimentação fora de casa. Essa tendência é ainda mais pronunciada entre os grupos de millennials (1981-1996) e geração X (1965-1980), que também revelam desejo de consumir produtos de marcas mais premium, com 18,6% dos entrevistados expressando essa intenção.
Apesar disso, uma parcela relevante, 18,4%, diz que manteria o padrão atual de consumo, o que reflete uma cautela diante dos desafios econômicos. Ainda assim, é notório que a Geração Z faz do crédito um recurso estratégico para ampliar suas opções de consumo e oportunidades de investimento.
Giovana Giroto, CMO da Serasa Experian, destaca a importância de compreender as diferenças geracionais para criar soluções financeiras mais adequadas. Ela avalia que entender as motivações da Geração Z permite às empresas orientarem a oferta de crédito de forma personalizada, respeitando prioridades e o momento de vida de cada consumidor.
Esse processo requer não apenas educação financeira, mas também novas propostas de comunicação, ajustando ofertas e condições para promover o uso consciente e responsável do crédito entre os jovens.
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O cenário de 2025 confirma que a relação da Geração Z com o crédito é dinâmica e revela uma geração engajada em construir oportunidades financeiras mais inclusivas e alinhadas com seus projetos de vida. Compreender esse comportamento é fundamental tanto para bancos e fintechs quanto para qualquer pessoa interessada em acompanhar as transformações do mercado.
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