Microempreendedores Individuais (MEIs) estão diante de uma notícia que pode transformar o cenário do empreendedorismo brasileiro: a Câmara dos Deputados aprovou um novo teto de faturamento anual para quem atua no regime, elevando o limite dos atuais R$ 81 mil para R$ 150 mil. A medida, em discussão desde o início do ano, avança em resposta às demandas de empresários, sindicatos e entidades do setor de micro e pequenas empresas.
O texto que propõe a mudança segue agora para análise em novas comissões antes da votação final em plenário, com expectativa de que o aumento dê fôlego para milhares de trabalhadores autônomos formalizarem suas atividades ou expandirem seus negócios. Confira a seguir os principais pontos sobre o reajuste do limite do MEI para 2025.
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O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 67/25, de autoria do deputado Heitor Schuch (PSB-RS), propõe o aumento significativo no limite anual do Microempreendedor Individual. Caso a proposta avance nas demais etapas legislativas, o profissional poderá faturar até R$ 150 mil já no próximo exercício fiscal.
Além do reajuste imediato, o texto determina atualização automática anual do teto com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sempre em fevereiro, evitando a defasagem por conta da inflação. Essa mudança é definida como essencial para incentivar a formalização e oferecer segurança jurídica aos empreendedores.
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Hoje, mais de 15,6 milhões de profissionais atuam como MEI em todo o Brasil, segundo dados recentes da Receita Federal. Com o crescimento expressivo do setor nos últimos anos, a atualização do limite atende a uma demanda antiga dos trabalhadores que precisam expandir suas operações sem perder os benefícios tributários e a simplificação burocrática.
A proposta prevê impactos diretos na formalização de negócios. Empreendedores que operam próximo ao teto atual ou que atuam informalmente por falta de margem serão beneficiados, criando estímulo à legalização, inclusão previdenciária e geração de empregos. O movimento é visto como uma alavanca para a economia regional, especialmente em cidades pequenas e médias.
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Apesar da aprovação inicial pela Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, ainda faltam etapas importantes para o projeto virar lei. O texto precisa passar por análise na Comissão de Finanças e Tributação, depois pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e só então segue para o plenário da Câmara dos Deputados.
Se obtiver a aprovação necessária, o novo teto do MEI pode entrar em vigor já em 2025, após sanção do presidente da República. Veja no calendário abaixo as próximas etapas previstas:
| Etapa | Previsão |
|---|---|
| Comissão de Finanças e Tributação | Setembro/Outubro 2025 |
| Comissão de Constituição e Justiça | Outubro/Novembro 2025 |
| Plenário da Câmara | Novembro 2025 |
| Sanção presidencial | Entre dezembro 2025 e janeiro 2026 |
O novo teto de faturamento é a principal mudança no regime do MEI, mas pontos importantes permanecem inalterados. A contribuição mensal, por exemplo, continua com o mesmo cálculo e valor, assim como o acesso a direitos previdenciários, emissão de nota fiscal e obrigações simplificadas. Para saber todas as regras, é recomendável consultar o Portal do Empreendedor.
A inovação do reajuste anual pelo IPCA também representa um avanço, já que evita que o teto fique defasado e obrigue muitos a migrarem para regimes tributários menos vantajosos com o tempo.
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O aumento do limite de faturamento do MEI é uma iniciativa aguardada por milhões de empreendedores. Se aprovado em definitivo, ele permitirá ampliar negócios, atrair novos formalizados para o regime simplificado e impulsionar o setor. Para quem sonha em crescer sem lidar com excesso de obrigações tributárias, a mudança traz esperança de uma nova fase para o microempreendedorismo em 2025.
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O reajuste anual pelo IPCA evitará a defasagem do teto de faturamento devido à inflação, mantendo o limite atualizado e adequado ao contexto econômico sem necessidade de novas leis.
O projeto ainda precisa passar pela Comissão de Finanças e Tributação, Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário da Câmara, além da sanção presidencial prevista para até janeiro de 2026.
Não. A contribuição mensal permanece com o mesmo cálculo e valor, garantindo os direitos e benefícios previdenciários habituais para os MEIs.
Microempreendedores que estão próximos ao limite atual de R$ 81 mil ou que atuam informalmente poderão crescer seus negócios e se formalizar dentro do regime simplificado.
O aumento do teto incentiva a formalização, gera empregos e fortalece a economia regional, especialmente em municípios pequenos e médios, ampliando oportunidades para os trabalhadores autônomos.