Planos de saúde que atuam no Brasil passaram a ser obrigados, desde setembro de 2025, a cobrir o Implanon, um dos métodos contraceptivos mais modernos e seguros existentes atualmente. A decisão, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reforça o compromisso com a saúde reprodutiva das brasileiras e amplia significativamente o acesso ao implante hormonal, que antes era restrito a clínicas privadas de alto custo.
Se você quer entender de que forma essa medida afeta a rotina dos usuários de planos de saúde e quais alternativas contraceptivas estão disponíveis no país, continue a leitura para conferir os principais pontos dessa nova regulamentação e os impactos na vida das mulheres.
O que você vai ler neste artigo:
O Implanon é um implante subdérmico hormonal, considerado referência internacional em eficácia para prevenção da gravidez. O pequeno bastão flexível, com cerca de 4 cm, é inserido sob a pele do braço e libera doses constantes de etonogestrel ao longo de até três anos. O procedimento é simples, feito com anestesia local por um profissional de saúde capacitado.
Uma das grandes vantagens do Implanon está na segurança: estudos e fabricantes apontam eficácia próxima de 99,95%, minimizando riscos de gravidez indesejada. O retorno da fertilidade também é rápido após remoção, um diferencial para quem deseja engravidar no futuro.
Com a resolução da ANS, mulheres entre 18 e 49 anos, beneficiárias de planos privados, já podem solicitar o método, desde que haja prescrição médica e indicação clínica. Até então, o preço do implante variava entre R$ 2 mil e R$ 4 mil em redes particulares, tornando-se inacessível para boa parte da população.
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O Sistema Único de Saúde (SUS) acompanha essa mudança e passou a disponibilizar o Implanon na rede pública, tanto para mulheres em situação de maior vulnerabilidade social, quanto para aquelas que buscam métodos contraceptivos reversíveis de longa duração. A decisão foi fundamentada em parecer técnico da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e reforça uma estratégia nacional de prevenção à gravidez indesejada.
Segundo dados oficiais, a expectativa é distribuir 1,8 milhão de implantes até 2026, sendo cerca de 500 mil até o fim deste ano. O investimento federal para garantir este direito está estimado em R$ 245 milhões, ampliando o leque de alternativas além do tradicional DIU de cobre, já oferecido gratuitamente.
A chegada do Implanon representa um avanço importante na política pública de saúde, mas ele integra um portfólio diversificado já oferecido pelo SUS. Veja os principais métodos e sua disponibilidade:
| Método | Disponibilidade | Protege contra ISTs? |
|---|---|---|
| Preservativo masculino/feminino | Gratuito | Sim |
| Anticoncepcionais orais | Gratuito | Não |
| Injetáveis hormonais | Gratuito | Não |
| DIU de cobre | Gratuito | Não |
| Implanon | Gratuito (após 2025) | Não |
| Laqueadura/vasectomia | Gratuito | Não |
Vale lembrar que apenas os preservativos oferecem dupla proteção: contra gravidez e infecções sexualmente transmissíveis. Em muitos casos, especialistas recomendam a combinação de métodos, como uso do Implanon associado ao preservativo, para maior segurança geral.
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A democratização do Implanon pelos planos de saúde e pelo SUS redefine o panorama da saúde reprodutiva no Brasil. Mulheres ganham mais liberdade para tomar decisões informadas sobre seus corpos, podendo escolher o método que melhor se encaixa à sua realidade, sem limitações financeiras.
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O Implanon age por até 3 anos de forma contínua antes de ser necessário trocar ou remover o implante.
Os efeitos mais relatados são sangramentos irregulares, dores de cabeça, ganho de peso e alterações de humor.
A remoção ocorre em consultório, com anestesia local e uma pequena incisão para retirar o bastão, seguido de rápida cicatrização.
A fertilidade costuma retornar rapidamente, em poucas semanas, pois o hormônio deixa de ser liberado imediatamente após a remoção.
Pessoas com histórico de trombose devem buscar orientação médica, pois pode haver contraindicações ou necessidade de avaliação especializada.
Não. Para prevenção de ISTs, recomenda-se o uso de preservativos em combinação com o Implanon.