Setembro chegou e, com ele, a campanha Setembro Amarelo 2025 volta a sensibilizar o Brasil sobre a importância do cuidado com a saúde mental. A iniciativa, promovida desde 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina, alerta: o combate ao suicídio deve ser feito com informação e acolhimento, jamais com silêncio. O lema deste ano, “Se precisar, peça ajuda!”, ganha força num cenário preocupante, já que o suicídio ainda é uma das principais causas de morte entre jovens brasileiros.
Este artigo reúne orientações práticas sobre como profissionais, familiares e amigos podem agir para identificar o sofrimento emocional, criar redes de apoio e buscar ajuda gratuita e sigilosa. Conheça os sinais de alerta, descubra onde buscar atendimento e entenda por que acolher também é um modo de salvar vidas.
O que você vai ler neste artigo:
Diagnosticar o sofrimento emocional faz toda a diferença para evitar desfechos trágicos. Mudanças bruscas no comportamento, isolamento social, perda de interesse em atividades cotidianas, falas de desesperança – como “nada faz sentido”, “quero sumir” – e abandono dos próprios cuidados, são sinais típicos de alerta. Em jovens, o suicídio já ocupa a quarta principal causa de morte, atrás apenas de acidentes e violência.
Transtornos como depressão, bipolaridade ou dependência química estão ligados a cerca de 96% dos casos, segundo a ABP, mas contextos de luto, bullying, conflitos familiares e desemprego também amplificam o risco. É fundamental não minimizar o sofrimento, nem acreditar que falar sobre isso ‘incentiva’ a ideia: acolher, ouvir e incentivar a procura por suporte são atitudes que podem fazer toda a diferença.
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Ninguém precisa enfrentar a dor sozinho. O Brasil conta com uma estrutura de acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece acompanhamento psicológico, psiquiátrico e emergencial sem custo. Veja onde buscar apoio:
Outra alternativa é o Centro de Valorização da Vida (CVV), disponível 24 horas por telefone (188) e chat online em cvv.org.br. O contato é sigiloso e feito por voluntários treinados. Para uma lista de serviços complementares, o site oficial do Setembro Amarelo reúne instituições que prestam apoio gratuito ou a preços populares em todo o país.
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Falar sobre suicídio com responsabilidade e empatia ainda envolve romper o tabu que cerca a saúde mental no Brasil. Muitos hesitam em pedir socorro por medo do julgamento ou da falta de compreensão, afirma Ethel Poll, psicóloga e psicanalista:
“O estigma dificulta que as pessoas busquem ajuda. Muitas acham que não sabem prestar auxílio ou têm receio de lidar com o tema. É preciso informar e acolher, não afastar.”
O tratamento, fundamentado em psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, se necessário, medicação, é decisivo na reversão do quadro. A orientação dos profissionais é clara: nunca ignore alguém que demonstre sinais de sofrimento intenso. O simples ato de escutar pode salvar vidas. Por isso, o lema “Se precisar, peça ajuda!” reverbera como uma mensagem de coragem e urgência para todas as idades.
Com números alarmantes como os divulgados pela OMS – mais de 700 mil mortes por suicídio no mundo a cada ano –, fortalecer a campanha Setembro Amarelo em 2025 é indispensável para mudar realidades. A informação qualificada e o olhar atento de quem está por perto são o ponto de partida para quebrar barreiras, aproximar pessoas e garantir que ninguém precise sofrer em silêncio.
Ao longo deste mês, intensificar o diálogo sobre saúde mental e ampliar o acesso a canais de suporte são compromissos de toda a sociedade. Acolher, ouvir e encaminhar para ajuda especializada são gestos que salvam vidas todos os dias. Não hesite: se você ou alguém próximo está em sofrimento, procure ajuda.
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Ao refletir sobre os dados e orientações da campanha Setembro Amarelo 2025, fica evidente a importância de promover a empatia, o diálogo e o acesso aos cuidados em saúde mental. Lembre-se: pedir apoio é um movimento de força, não de fraqueza, e cada atitude solidária pode transformar trajetórias de vida.
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A campanha é organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina desde 2015.
A família deve oferecer escuta ativa sem julgamentos, estimular a busca por ajuda profissional e manter contato constante, reforçando apoio e carinho.
Depressão, bipolaridade, dependência química, bullying, conflitos familiares, luto e desemprego são fatores que ampliam o risco.
No CAPS, há atendimento contínuo e integrado, com equipe multidisciplinar oferecendo psicoterapia, psiquiatria e atividades terapêuticas sem custo.
O CVV oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por telefone (188) e chat online, atendido por voluntários treinados.
Acione o SAMU (192) se houver risco iminente de suicídio, automutilação grave ou perda de consciência, pois é um serviço emergencial.