Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o advogado Eli Cohen revelou que uma vasta rede de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários só foi possível devido à conivência de servidores públicos. Ele destacou que a extensão e a complexidade do esquema não teriam sucesso sem a participação de altos cargos do INSS e até mesmo do Ministério da Previdência.
O que você vai ler neste artigo:
Cohen, conhecido por ser um dos primeiros a apontar irregularidades nos descontos de mensalidades associativas de aposentados e pensionistas, testemunhou que descobriu as fraudes em dezembro de 2022. Ele foi contratado por dirigentes de entidades autorizadas pelo INSS, que eram, na verdade, laranjas no esquema.
Em abril de 2023, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Sem Desconto, revelando que milhões de autorizações de descontos foram fraudadas. A operação resultou na exoneração do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de outros dirigentes.
Sem respostas efetivas das autoridades, Cohen recorreu ao jornalismo investigativo, que ampliou as investigações e embasou a operação policial. Ele destacou a importância da imprensa na elucidação de casos de corrupção quando as instituições falham em agir.
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Segundo Cohen, as fraudes começaram em 2003, com a publicação da Medida Provisória 130, que autorizava descontos em folha de pagamento para operações financeiras. O advogado criticou a forma como a medida foi operada, favorecendo interesses de instituições financeiras.
Cohen apresentou evidências de que o problema dos descontos consignados persiste desde 2005. Ele afirmou que as fraudes prejudicaram milhares de aposentados e pensionistas, que se tornaram vítimas de um sistema corrompido.
Durante o depoimento, parlamentares da base governista questionaram a falta de provas documentais apresentadas por Cohen. O deputado Rogério Correia (PT-MG) destacou a necessidade de preencher lacunas nas acusações e investigações.
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Por outro lado, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) reconheceu a relevância das informações trazidas por Cohen e a importância de investigar todos os envolvidos, incluindo ex-presidentes do INSS e ex-ministros.
Em suma, as denúncias de Cohen trouxeram à tona um esquema de fraudes no INSS que expôs a vulnerabilidade de aposentados e pensionistas. A operação policial e o papel do jornalismo investigativo foram cruciais para revelar a conivência de servidores públicos. Se você gostou deste conteúdo e quer ficar por dentro das atualizações, inscreva-se em nossa newsletter!
Eli Cohen é o advogado que revelou a conivência de servidores públicos em fraudes no INSS, destacando-se por ser um dos primeiros a apontar irregularidades nos descontos de benefícios previdenciários.
O jornalismo investigativo desempenhou um papel crucial ao ampliar as investigações e embasar a operação policial que revelou a extensão das fraudes no INSS.
A Operação Sem Desconto resultou na exoneração do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de outros dirigentes envolvidos nas fraudes.
Segundo o advogado Eli Cohen, as fraudes no INSS começaram em 2003, após a publicação da Medida Provisória 130, que permitia descontos em folha de pagamento para operações financeiras.
As fraudes no INSS resultam em descontos indevidos nos benefícios, prejudicando financeiramente milhares de aposentados e pensionistas.