A Polícia Federal (PF) realiza nesta quarta-feira, 14 de março, a segunda fase de uma operação que investiga fraudes relacionadas a descontos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação ocorre em Presidente Prudente, São Paulo, onde dois mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. A Justiça Federal do Distrito Federal autorizou a operação.
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A primeira fase da operação, realizada em abril, resultou na demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de cinco servidores públicos. A operação também levou a mudanças no Ministério da Previdência, com a saída de Carlos Lupi e a entrada de Wolney Queiroz.
Os mandados desta quarta-feira têm como alvos Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, e Ingrid Pikinskeni Morais Santos, sócia e esposa de Cícero. A TV Globo tenta contato com as defesas dos envolvidos.
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A operação Sem Desconto visa identificar patrimônio que os investigados possam estar tentando ocultar. A PF apreendeu carros do casal e investiga uma trilha financeira suspeita envolvendo a Conafer, que recebeu mais de R$ 100 milhões do Fundo do RGPS/INSS. Parte desse valor foi repassado para Carlos Roberto Ferreira Lopes e, posteriormente, direcionado a Cícero Marcelino, Ingrid Pikinskeni e suas empresas.
Segundo a PF, grandes somas de dinheiro foram enviadas diretamente pela Conafer para Cícero, Ingrid e suas empresas, circulando por diversas empresas do grupo. Esses fluxos sugerem um mecanismo de dispersão de recursos, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.
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A operação revelou que associações ofereciam serviços a aposentados, cadastrando-os sem autorização e com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. O esquema, iniciado em 2019, causou prejuízos aos aposentados que podem chegar a R$ 6,3 bilhões até 2024.
Na primeira fase, foram apreendidos diversos itens de valor, incluindo dinheiro em espécie, carros de luxo, joias, relógios e quadros. A PF considera Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, o principal operador do esquema, embora ele não tenha sido preso.
A operação, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), continua em andamento, buscando desmantelar o esquema e recuperar os valores desviados. Se você gostou deste conteúdo e quer se manter atualizado sobre o andamento desta operação e outras notícias, inscreva-se em nossa newsletter!
A operação resultou na saída de Carlos Lupi e na entrada de Wolney Queiroz no Ministério da Previdência.
Além de Sergio Moro, a investigação cita ex-ministros como Onyx Lorenzoni e o deputado Fausto Pinato, além de associações suspeitas de fachada.
A PF está investigando o fluxo de dinheiro entre a Conafer e os envolvidos, buscando identificar e apreender patrimônios ocultos.
Na primeira fase, foram apreendidos dinheiro, carros de luxo, joias, relógios e quadros, além de afastar servidores públicos envolvidos.
As fraudes podem causar prejuízos aos aposentados que chegam a R$ 6,3 bilhões até 2024.