A taxa de desemprego no Brasil subiu para 7% no trimestre encerrado em março, marcando a menor taxa para o período desde o início da série histórica em 2012. Este aumento, alinhado às previsões dos analistas, sugere uma possível desaceleração do mercado de trabalho, influenciada pela política de juros do Banco Central. Os dados foram divulgados pelo IBGE através da Pnad Contínua.
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Apesar do aumento no número de desempregados, o mercado de trabalho no Brasil permanece aquecido. A renda média dos trabalhadores brasileiros atingiu um novo recorde, e a informalidade tem diminuído. A taxa de desocupação, embora tenha subido para 7%, ainda é a menor para o período desde 2012.
No trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desemprego era de 6,8%, enquanto no trimestre encerrado em dezembro, estava em 6,2%. O número de pessoas em busca de trabalho foi de 7,7 milhões no primeiro trimestre de 2024, um aumento de 13,1% em relação ao trimestre anterior, somando mais 891 mil pessoas.
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A renda média dos trabalhadores alcançou R$ 3.410, o maior nível da série histórica iniciada em 2012, marcando um aumento de 1,2% em comparação com o último trimestre de 2024. A redução na informalidade, juntamente com a contratação sazonal, contribuiu para a resiliência do mercado de trabalho.
Especialistas projetam uma desaceleração no mercado de trabalho para 2025, devido à política do Banco Central de aumento das taxas de juros para controlar a inflação. Apesar disso, os resultados do mercado de trabalho ainda demonstram resiliência.
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A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destaca que a retração da ocupação foi puxada pela queda na informalidade e por movimentos sazonais. Setores como a indústria e serviços de tecnologia têm mostrado crescimento, absorvendo mais trabalhadores formais.
Economistas acreditam que a desaceleração observada foi suave e em linha com fatores sazonais. No entanto, espera-se um enfraquecimento do mercado de trabalho ao longo do ano, em resposta ao aumento dos juros. Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do FGV Ibre, menciona que o mercado de trabalho se recuperou após a pandemia principalmente por meio do trabalho formal, elevando a renda.
André Valério, economista sênior do Inter, acredita que a inflação de serviços ainda pressiona os preços, mas espera-se uma diminuição ao longo do ano. Sua projeção é que a taxa de desemprego feche 2025 em 7,5%, com mais um aumento na taxa de juros.
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A taxa de desemprego aumentou de 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro para 7% em março.
A política de aumento das taxas de juros do Banco Central visa controlar a inflação, o que pode levar a uma desaceleração do mercado de trabalho.
A redução na informalidade tem contribuído para a resiliência do mercado de trabalho, mesmo com o aumento da taxa de desemprego.
Os setores da indústria e serviços de tecnologia têm mostrado crescimento, absorvendo mais trabalhadores formais.
Economistas projetam que a taxa de desemprego possa fechar 2025 em 7,5%, com mais aumentos na taxa de juros.