A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) prevê que o volume de empréstimos do Consignado CLT deve superar a marca de R$ 10 bilhões por mês em breve. Essa modalidade, também conhecida como Crédito do Trabalhador, vem ganhando espaço no mercado e se mostrando uma alternativa atrativa para trabalhadores com carteira assinada.
Atualmente, cerca de 15 instituições financeiras associadas à ABBC já estão operando com essa linha de crédito, respondendo por aproximadamente 80% dos contratos firmados até o momento. Esses números representam cerca de 1,3 milhão de operações, totalizando R$ 5,3 bilhões contratados. Quer entender por que o Consignado CLT está crescendo tanto? Vamos lá!
O Crédito do Trabalhador é uma modalidade de empréstimo com desconto direto na folha de pagamento. Ele surgiu como uma alternativa mais acessível ao crédito pessoal tradicional, oferecendo juros mais baixos e menor risco de inadimplência, graças ao pagamento automatizado direto no contracheque.
Com a nova regulamentação do Governo Federal, o trabalhador formal não precisa mais da intermediação da empresa para contratar o empréstimo. Agora, a contratação pode ser feita de forma 100% digital, inicialmente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) e, agora, também diretamente nos canais digitais das instituições financeiras. Isso ampliou o alcance da modalidade e simplificou o processo de contratação para os trabalhadores.
Segundo a ABBC, os bancos médios já são responsáveis por 80% dos contratos ativos de Empréstimo para CLT. Ao todo, essas instituições fecharam 1,3 milhão de operações, somando R$ 5,3 bilhões em crédito liberado. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, até o dia 24 de abril, já haviam sido liberados R$ 8,2 bilhões em empréstimos.
Esse crescimento se deve à alta demanda por crédito com juros menores e à facilidade de contratação. O Consignado CLT oferece uma alternativa mais barata e segura para quem deseja trocar dívidas caras por um crédito mais previsível.
A previsão otimista da ABBC é baseada na forte procura pela nova versão da linha de crédito. Alex Gonçalves, diretor de Crédito Consignado da associação, afirmou que a modalidade tem potencial para se aproximar do volume operado com aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atualmente gira em torno de R$ 200 bilhões.
As mudanças no modelo do Consignado privado corrigiram falhas estruturais que dificultavam o acesso e a adesão dos trabalhadores formais. Agora, a contratação ocorre de forma mais simples, digital e sem necessidade de convênio com a empresa empregadora.
Outro ponto destacado pela ABBC é a migração de dívidas mais caras, como cheque especial ou empréstimo pessoal, para o Crédito do Trabalhador. Com taxas de juros menores, o novo modelo do crédito permite que o trabalhador reduza o valor das parcelas mensais e recupere o controle do orçamento.
A taxa média de juros ainda não foi oficialmente divulgada, mas o Ministério da Fazenda estima que o percentual fique em torno de 3% ao mês, o que representa uma economia considerável frente a outros tipos de crédito que superam os 8% ao mês.
Com base nas projeções da ABBC, o Consignado para CLT deve continuar em alta, com potencial para se tornar um dos maiores produtos de crédito do país. A oferta descentralizada, agora também pelos canais dos próprios bancos, é um passo fundamental para isso.
Além disso, o Governo Federal já confirmou que, a partir de 6 de maio, será possível fazer a portabilidade do crédito entre instituições financeiras. Isso vai estimular a concorrência e incentivar os bancos a oferecer condições mais vantajosas, sob risco de perder contratos.
A intenção é tornar o Crédito do Trabalhador uma ferramenta de inclusão financeira, promovendo maior controle orçamentário e melhores condições de crédito para quem vive de salário. A nova fase do Crédito do Trabalhador mostra que o Empréstimo Consignado para CLT ganhou força entre os trabalhadores formais e bancos médios. Com acesso facilitado, juros mais baixos e contratação online, a modalidade vem se consolidando como uma alternativa real para reorganizar as finanças, especialmente para quem quer sair de dívidas mais caras.
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O Consignado CLT oferece taxas de juros mais baixas e descontos diretos na folha de pagamento, tornando-o uma opção financeira mais acessível e menos onerosa.
A digitalização permite que os trabalhadores contratem o empréstimo diretamente através de aplicativos e canais online, sem a necessidade de intermediação da empresa.
Devido ao desconto direto na folha de pagamento, o risco de inadimplência é reduzido, permitindo que as instituições financeiras ofereçam taxas de juros mais competitivas.
A ABBC prevê que o volume de empréstimos do Consignado CLT deve ultrapassar R$ 10 bilhões mensais, com potencial de se aproximar do volume operado com o INSS.
A portabilidade de crédito permitirá que os trabalhadores transfiram suas dívidas entre instituições financeiras, incentivando a concorrência e melhores condições de crédito.