A Enel, responsável pela distribuição de energia elétrica em São Paulo, tomou medidas significativas para enfrentar o apagão que já dura quase quatro dias na capital e região metropolitana. A empresa anunciou o reforço de técnicos de países como Chile, Argentina, Itália e Espanha para ajudar na reversão do problema. Esse esforço se soma ao apoio já recebido de profissionais de outras regiões do Brasil, como Rio de Janeiro e Ceará.
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Desde a última sexta-feira (11), quando fortes chuvas causaram interrupções no fornecimento, cerca de 2 milhões de pontos de instalação ficaram sem energia. Mesmo com o trabalho intenso de cerca de 2,9 mil técnicos, ainda há aproximadamente 220 mil clientes sem luz nesta terça-feira (15).
A quantidade de pessoas afetadas é consideravelmente maior do que o número de pontos sem energia, uma vez que cada ponto pode representar várias pessoas. A Enel não estabeleceu um prazo definitivo para a normalização do serviço, mas está mobilizando todos os esforços para resolver a situação o mais rápido possível.
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Uma análise do Ministério Público de São Paulo revelou que a Enel São Paulo não investiu R$ 602 milhões em infraestrutura, conforme o planejamento. As falhas ocorreram nos anos de 2020, 2021 e 2022, resultando em irregularidades e problemas no sistema de distribuição.
A prefeitura de São Paulo busca desde março a caducidade da concessão da Enel, com o objetivo de contratar outra empresa. O pedido foi encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que pode recomendar o término antecipado do contrato. No entanto, a decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia.
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O documento enviado à Aneel destaca que a rescisão do contrato com a Enel é vista como a única maneira de garantir a continuidade do serviço essencial para a maior cidade do país. A troca de concessionária é considerada urgente, assim como a correção no processo de escolha da empresa, para evitar a repetição de erros anteriores.
Guilherme Lencastre, presidente da Enel, afirmou que a empresa está mais preparada agora do que em novembro de 2023, quando um apagão semelhante afetou 2,5 milhões de pessoas no estado.
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O apagão foi causado por fortes chuvas que interromperam o fornecimento de energia na capital e região metropolitana de São Paulo.
Cerca de 2,9 mil técnicos estão trabalhando intensamente para restaurar o fornecimento de energia.
Atualmente, aproximadamente 220 mil clientes ainda estão sem energia elétrica.
A Enel está enfrentando investigações por falhas de investimento em infraestrutura, que somam R$ 602 milhões não investidos.
A prefeitura está buscando a caducidade da concessão da Enel para contratar outra empresa, com o pedido já encaminhado à Aneel.