Uma startup brasileira, a DeCARB, desenvolveu um sistema inovador de descarbonização que promete transformar o cenário industrial. A tecnologia, que filtra emissões antes de serem lançadas na atmosfera, visa reduzir drasticamente a pegada de carbono das indústrias.
Os equipamentos da DeCARB são instalados em tubulações e chaminés, capturando gases de efeito estufa, especialmente o CO2, de maneira customizável. Além de evitar que esses gases cheguem à atmosfera, o sistema permite o armazenamento e possível reutilização do dióxido de carbono, contribuindo para a meta de carbono zero.
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O sistema da DeCARB é projetado para capturar gases antes de serem emitidos, diferentemente de outras tecnologias que atuam de forma reativa. Os equipamentos são compactos, com cerca de 12 metros de comprimento, 8 de altura e 6 de largura, adequando-se facilmente a diferentes plantas industriais.
A tecnologia da DeCARB também promove a economia circular, reutilizando o CO2 capturado em processos industriais como a fabricação de bebidas gaseificadas, tratamento de alimentos e resfriamento de materiais. Isso não só reduz emissões, mas também aproveita resíduos que seriam descartados.
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Flávio Pietrobon Costa, cofundador e CEO, destaca que a matéria-prima utilizada nos equipamentos da DeCARB é derivada de resíduos orgânicos, evitando a poluição e contribuindo para a sustentabilidade. ‘Fabricamos esse material a partir de resíduos orgânicos que seriam descartados em lixões, causando prejuízos à natureza e à saúde’, explica Costa.
A DeCARB se destaca pelo investimento em pesquisa científica e pela integração com a academia. Flávio Pietrobon Costa é coordenador de inovação tecnológica da Universidade Estadual de Santa Cruz, e Paulo Pietrobon, cofundador e CPO, foi coordenador de inovação tecnológica da Universidade Federal da Bahia. Essa conexão fortalece a capacidade de inovação da startup.
Com sede em Belo Horizonte, a DeCARB é uma spin-off da RECICLI, empresa focada em tecnologias de sustentabilidade ambiental. Em 2021, a DeCARB foi acelerada pelo FIEMG Lab 4.0, onde desenvolveu e validou seu sistema de captura de CO2. Em 2022, tornou-se uma empresa independente e, desde então, oferece serviços de análise e consultoria ambiental.
A DeCARB teve uma receita de R$ 570 mil no ano passado e projeta replicar esse valor em 2024. A startup foi destaque entre as 100 Startups to Watch, o que atraiu clientes e gerou conexões importantes. ‘Ficamos felizes e realizados empresarialmente’, afirma Paulo Pietrobon.
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O Brasil está se preparando para sediar a COP 30 em 2025, e a DeCARB se posiciona no epicentro da discussão sobre descarbonização. ‘Estamos focados na captura diretamente das fontes industriais, o que pode reduzir bastante as emissões escopo 1 desses setores’, destaca Allana Vieira, cofundadora e COO.
Com uma abordagem inovadora e sustentável, a DeCARB se consolida como um parceiro estratégico para a indústria na agenda climática, contribuindo para atingir as metas de carbono neutro.
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A DeCARB utiliza resíduos orgânicos como matéria-prima para seus equipamentos, evitando a poluição e contribuindo para a sustentabilidade ambiental.
Além de reduzir emissões, o sistema permite a reutilização do CO2 capturado em processos industriais, o que pode gerar novas fontes de receita e reduzir custos.
A DeCARB investe em pesquisa científica e tem fortes conexões com universidades, o que fortalece sua capacidade de inovação.
A DeCARB é uma spin-off da RECICLI e foi acelerada pelo FIEMG Lab 4.0 em 2021. Tornou-se uma empresa independente em 2022 e oferece serviços de análise e consultoria ambiental.
Com a COP 30 se aproximando, a DeCARB está focada na captura de emissões diretamente das fontes industriais, posicionando-se como um parceiro estratégico na agenda climática.