O preço do seguro de carro registrou um aumento em junho de 2024, de acordo com o Índice de Preços do Seguro Automóvel (IPSA) divulgado pela empresa TEx. O índice mostrou um crescimento de 1,8% em relação ao mês anterior, refletindo uma série de fatores que influenciam a precificação das apólices.
O que você vai ler neste artigo:
Um dos principais fatores que impulsionaram o aumento foi a alta na taxa de sinistralidade. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), houve um crescimento de 29% na taxa de sinistros no último bimestre. Esse aumento se deve, em parte, ao crescimento nas vendas de veículos novos e usados, que registraram aumentos de 13,7% e 9,2%, respectivamente, conforme a Fenabrave.
A valorização dos veículos também é um fator crucial. Desde 2017, os preços dos veículos zero quilômetro quase dobraram, o que impacta diretamente o custo das indenizações e, consequentemente, das apólices de seguro. Quanto mais caros os veículos, mais alto será o custo do seguro.
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Mais de 53% dos automóveis em circulação no Brasil têm mais de dez anos de uso. Essa frota envelhecida é vista como de alto risco pelas seguradoras, devido a problemas mecânicos e maior probabilidade de acidentes. Isso leva as seguradoras a oferecerem coberturas mais caras ou até mesmo a recusarem a cobertura para esses veículos.
A localização do veículo também influencia significativamente o preço do seguro. Em junho de 2024, por exemplo, a região metropolitana de Porto Alegre pagou cerca de 19,7% a mais em relação à metropolitana de São Paulo. Essa diferença é causada por taxas de roubo e furto mais altas e outros índices locais que afetam os custos das apólices.
Eventos como as enchentes no Rio Grande do Sul também contribuíram para a alta recente nos preços dos seguros. Aumento na taxa de sinistralidade durante esses períodos de desastres naturais resulta em custos adicionais para as seguradoras, que são repassados aos consumidores.
A pandemia de COVID-19 também teve um impacto significativo. As interrupções nas cadeias de suprimentos globais resultaram em aumentos nos preços das peças e ajustes nas indenizações, refletindo diretamente no custo dos seguros de carro.
Uma pesquisa realizada pelo Sem Parar revelou que 63% dos proprietários de carros sem seguro optam por não contratar a proteção devido aos valores altos. O custo elevado das apólices é um dos principais obstáculos apontados pelos consumidores.
Além do custo, a falta de conhecimento sobre os benefícios do seguro também contribui para os baixos índices de cobertura. Apenas 30% dos veículos em circulação no Brasil estão protegidos, deixando a maioria da frota nacional (70%) totalmente desprotegida.
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O aumento no preço do seguro de carro em junho de 2024 é resultado de uma combinação de fatores como alta taxa de sinistralidade, valorização dos veículos, envelhecimento da frota e impactos regionais. A percepção de inacessibilidade e a falta de conhecimento sobre os benefícios do seguro também contribuem para os baixos índices de cobertura. Se você achou este conteúdo útil, não deixe de se inscrever em nossa newsletter para receber mais informações relevantes!
A taxa de sinistralidade aumentou devido ao crescimento nas vendas de veículos novos e usados, além de uma maior ocorrência de sinistros.
A valorização dos veículos aumenta o custo das indenizações, o que, por sua vez, eleva o preço das apólices de seguro.
Veículos mais antigos são vistos como de alto risco devido a problemas mecânicos e maior probabilidade de acidentes, resultando em apólices mais caras ou recusa de cobertura.
A localização afeta o preço do seguro devido a variações nas taxas de roubo, furto e outros índices locais. Por exemplo, a região metropolitana de Porto Alegre paga mais que a de São Paulo.
Os principais desafios são a percepção de inacessibilidade devido ao custo elevado das apólices e a falta de conhecimento sobre os benefícios do seguro.