Os crimes cibernéticos são atualmente o maior temor das seguradoras no Brasil, de acordo com a pesquisa Banana Skins – Quais são os maiores riscos enfrentados pela indústria de seguros?, conduzida pela PwC. Este levantamento global ouviu mais de 500 líderes empresariais de 39 países e revelou que os ataques cibernéticos estão no topo das preocupações do setor.
O que você vai ler neste artigo:
Além dos crimes cibernéticos, outras preocupações emergem para as seguradoras brasileiras. Entre elas, destacam-se as transformações tecnológicas, a macroeconomia, a regulamentação e a gestão de mudanças. A inteligência artificial, as taxas de juros, a redução de custos, a competição e o capital humano também figuram como desafios significativos.
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Um ponto de divergência entre as preocupações dos líderes do Brasil e a média global é a atenção às mudanças climáticas. Globalmente, o tema ocupa a terceira posição na lista de preocupações, enquanto no Brasil aparece apenas em 13º lugar. Isso ocorre mesmo com a Susep incentivando a incorporação dos riscos climáticos nas matrizes de seguros e a Cnseg propondo a criação de um seguro obrigatório para catástrofes.
Os riscos regulatórios são outra preocupação central, aparecendo na quarta posição entre as maiores preocupações no Brasil e em segundo lugar no mundo. A sócia da PwC Brasil, Maria José Cury, aponta que a crescente quantidade de regras e regulamentações, como a adoção da IFRS 17 e a necessidade de relatar riscos não financeiros associados à agenda ESG, ampliam as responsabilidades das empresas e podem influenciar o risco reputacional.
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Em paralelo aos riscos cibernéticos, o risco tecnológico é outro destaque da pesquisa. As seguradoras enfrentam dificuldades para acompanhar as mudanças tecnológicas, como a adoção de modelos de negócios digitais e o desenvolvimento de recursos para o cliente. O sócio da PwC, Fábio Coimbra, ressalta que o custo associado à transformação digital é um grande obstáculo. Adiar investimentos em tecnologia pode resultar em custos operacionais mais elevados, criando um dilema para as seguradoras que precisam equilibrar custos e modernização.
Coimbra destaca que os riscos para as empresas nunca foram tão complexos e interconectados. A gestão de riscos deve ir além das ações de mitigação e gestão regulatória. As empresas precisam transformar suas capacidades de gestão de riscos, buscando resiliência e adaptando suas estratégias e modelos operacionais para evitar disrupções e promover crescimento sustentável.
Fonte: Martha Becker Connections
Autor: Redação
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte
Autor da foto: Freepik
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Crimes cibernéticos são atividades ilícitas realizadas através de computadores e redes, incluindo roubo de dados, ataques de ransomware e phishing.
Os crimes cibernéticos são uma preocupação devido ao aumento da digitalização e à complexidade dos ataques, elevando os riscos e custos de segurança.
Além dos crimes cibernéticos, as seguradoras estão preocupadas com transformações tecnológicas, macroeconomia, regulamentação, gestão de mudanças e riscos climáticos.
Globalmente, as mudanças climáticas são uma grande preocupação, mas no Brasil, elas são menos priorizadas, apesar dos incentivos da Susep e propostas da Cnseg para a criação de seguros obrigatórios para catástrofes.
A IFRS 17 é uma norma contábil internacional que regula a forma como as seguradoras devem relatar seus contratos de seguro, aumentando a transparência e responsabilidade financeira.