Desde que superou pela primeira vez o seguro de automóvel em volume de prêmios, em 2017, o ramo de seguro de pessoas tem apresentado crescimento contínuo, ganhando ainda mais impulso durante a pandemia. A evolução dos casos de COVID-19 fez aumentar a conscientização da população sobre a importância da proteção do seguro. Nos últimos anos, a pandemia de COVID-19 perdeu força, mas o seguro de pessoas seguiu em ritmo de expansão, batendo o seu recorde de arrecadação em 2023, pelo sétimo ano consecutivo.
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De acordo com o relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), produzido com base nos dados da Susep, o ramo de pessoas arrecadou R$ 62,5 bilhões em 2023, um crescimento de 8% em comparação com 2022. O resultado é o maior da série histórica desde 2014. No montante dos prêmios por ramo, os seguros de vida (individuais e coletivos) respondem por 48%, o prestamista por 27% e acidentes pessoais por 13%. O maior crescimento foi dos seguros funeral, vida individual e doenças graves.
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Na Síntese Mensal de abril, a Susep apurou que a arrecadação de prêmios dos seguros de pessoas alcançou o montante de R$ 10,82 bilhões, uma alta de 17,4% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado até abril, o ramo registrou um total de prêmios de R$ 81,73 bilhões (considerando a arrecadação do VGBL de R$ 59,15 bilhões). O valor corresponde a um aumento de 25,7% em relação a 2023. No mesmo período, o seguro prestamista atingiu R$ 6,52 bilhões e o seguro de acidentes pessoais R$ 2,98 bilhões.
Em relação ao volume de indenizações, segundo levantamento da FenaPrevi, no primeiro trimestre os seguros de pessoas transferiram R$ 3,6 bilhões à sociedade, o que representou uma queda de 0,6% em comparação ao mesmo período de 2023. Deste montante, 54% foram em seguros de vida, 18% prestamista e 12% em acidentes pessoais. Nesse quesito, a FenaPrevi ressalta que mais importante que o crescimento é o suporte às famílias que o seguro proporciona em momentos difíceis.
O maior desafio do seguro de pessoas, segundo a federação, é aumentar a sua penetração na sociedade. Quando comparado a outros países, o desempenho do ramo ainda está aquém de seu potencial, com a participação dos prêmios no PIB de apenas 0,6%. O país ocupa o 41º lugar no ranking da OCDE (dados de 2022) em relação ao volume de prêmios de seguros de vida, considerando 53 países.
Para o presidente do CVG-SP, Marcio Batistuti, o crescimento contínuo do seguro de pessoas nos últimos anos não muda o fato de que ainda é baixa a conscientização da população sobre a importância do seguro. A seu ver, falta aos brasileiros compreender os benefícios de contar com a proteção financeira do seguro de vida para o planejamento pessoal e familiar. ‘Muitos desconhecem que algumas coberturas podem ser usufruídas em vida, como a garantia de renda em caso de doenças graves, acidentes pessoais, internação, cirurgias etc.’, diz.
De acordo com estatísticas do mercado, 17% da população possuem seguro de vida, porém, um olhar mais apurado sobre este volume revela que boa parte está vinculada a planos massificados, seguros prestamista e coletivos. ‘Quando verificamos quantas pessoas têm um plano minimamente compatível com as suas necessidades essa penetração sobre a população brasileira cai drasticamente’, diz. Nesse aspecto, Batistuti pondera, ainda, que muitos segurados podem ter apólices insuficientes, que trazem a falsa sensação de proteção.
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É possível mudar essa realidade? Batistuti acredita que sim. Para ele, o seguro de vida tem muito espaço para crescer no país. ‘Para ampliar a cultura do seguro e, consequentemente, a penetração do seguro de vida é preciso investir cada vez mais em especialistas e em produtos’, diz. Isso significa, segundo ele, que o mercado precisa oferecer produtos mais inteligentes e acessíveis ao bolso do cliente e contar com profissionais especialistas para identificar as soluções ideais para cada perfil, além de investir em tecnologia para obter mais rapidez e eficiência.
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O seguro de pessoas é fundamental para garantir a proteção financeira em momentos de dificuldade, como doenças graves, acidentes e morte, proporcionando segurança para o segurado e seus dependentes.
Desde 2017, o seguro de pessoas tem apresentado crescimento contínuo, especialmente impulsionado pela pandemia de COVID-19, que aumentou a conscientização sobre a importância da proteção financeira.
Os principais tipos de seguros de pessoas incluem seguro de vida, seguro prestamista e seguro de acidentes pessoais. Cada um oferece diferentes coberturas e benefícios.
O maior desafio é aumentar a penetração do seguro de pessoas na sociedade. Comparado a outros países, o Brasil ainda tem um desempenho abaixo do potencial, com baixa conscientização da população sobre os benefícios do seguro.
Para melhorar a penetração, é necessário investir em especialistas, desenvolver produtos mais acessíveis e inteligentes, e utilizar tecnologia para aumentar a eficiência e rapidez no atendimento ao cliente.