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Como empresa pode emitir Guia de Recolhimento do FGTS?

Eduardo Guerra em 14 de agosto de 2025 às 15:26

Se você é empresário ou atua no setor de recursos humanos, entender como a empresa pode emitir guia de recolhimento do FGTS é fundamental para manter a regularidade fiscal e evitar problemas trabalhistas. Este conteúdo foi desenvolvido pensando em donos de pequenas, médias e grandes empresas, contadores, gestores de RH e profissionais que desejam garantir o correto cumprimento das obrigações relacionadas ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Ao longo do artigo, você vai entender o conceito da guia de FGTS, conhecer os tipos de documentos utilizados, aprender o passo a passo para emissão, descobrir as melhores práticas para evitar erros e obter dicas preciosas para manter sua empresa sempre em dia com as exigências legais. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas sobre esse tema importante para qualquer organização.

O que é a Guia de Recolhimento do FGTS?

A Guia de Recolhimento do FGTS é o documento oficial que permite ao empregador efetuar os depósitos mensais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço dos seus colaboradores. Este documento é obrigatório para todas as empresas com funcionários registrados sob o regime da CLT, servindo como comprovante de contribuição do FGTS perante a Caixa Econômica Federal e órgãos fiscalizadores. Sem esse recolhimento mensal, a empresa pode sofrer penalidades e até ações trabalhistas.

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Tipos de guia de FGTS que a empresa pode emitir

Existem diferentes versões para a guia do FGTS, adaptadas a cobranças mensais regulares ou situações específicas. Antes de emitir, é essencial conhecer cada modelo e em quais situações utilizá-los.

GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social)

A GFIP é o documento padrão para o recolhimento do FGTS e também para envio de informações previdenciárias. Utilizada mensalmente, ela é obrigatória enquanto existir vínculo empregatício, mesmo quando não houver movimentação financeira.

GRRF (Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS)

Destinada à rescisão do contrato de trabalho, a GRRF deve ser utilizada sempre que houver desligamento de funcionário. Ela contempla o recolhimento dos valores devidos referentes à rescisão, incluindo multa de 40% para demissões sem justa causa.

FGTS Digital

O FGTS Digital é uma iniciativa recente que busca modernizar o processo de arrecadação, trazendo soluções digitais e integrando a emissão e pagamento das guias por uma nova plataforma da Caixa. Em breve, será o principal canal para emissão das guias de recolhimento.

Quais informações são necessárias para a emissão da guia FGTS?

Emitir guia fgts empresa exige atenção a alguns dados essenciais. É imprescindível reunir informações corretas sobre:

  • Dados cadastrais da empresa (CNPJ, razão social, endereço);
  • Dados dos colaboradores (nome, PIS/NIS, data de admissão);
  • Remuneração de cada funcionário no mês de referência;
  • Valores a serem recolhidos, de acordo com a categoria e tipo do vínculo empregatício;
  • Competência do pagamento (mês e ano);
  • Evento de desligamento (quando for o caso, para GRRF).

Todos esses dados podem ser obtidos no sistema de folha de pagamento utilizado pela empresa. O preenchimento correto evita erros que podem gerar multas ou atrasos.

Como emitir guia FGTS na prática?

A emissão da guia pode ser feita por diferentes caminhos, conforme o tipo de documento e a estrutura da empresa. Veja como realizar esse procedimento de forma segura.

Baixando e utilizando o SEFIP

Para a GFIP mensal, as empresas devem baixar o programa SEFIP (disponível no site da Caixa Econômica Federal). O SEFIP exige a geração do arquivo da folha de pagamento, importação no sistema e transmissão dos dados para geração da guia impressa (GRF), que será paga na rede bancária.

Emitindo a GRRF

No caso de rescisão, a GRRF é emitida no aplicativo próprio da Caixa. É necessário informar os dados do desligamento e gerar a guia rescisória para pagamento.

Utilizando o FGTS Digital (em implementação)

O FGTS Digital será o novo sistema para emissão e recolhimento do FGTS. O empregador acessa a plataforma, faz login com certificado digital, preenche ou importa as informações e gera a guia para pagamento online. Com a integração ao eSocial, a tendência é que tudo fique mais ágil e automatizado.

Leia também: Como funciona a CNH Social: tudo que você precisa saber para conseguir a primeira habilitação gratuita

Prazos para recolhimento do FGTS pela empresa

Cumprir os prazos é crucial para evitar multas e encargos. Na maioria dos casos, o recolhimento deve ser feito até o dia 7 do mês subsequente ao pagamento da remuneração. Por exemplo, salários pagos em março devem ter o FGTS recolhido até 7 de abril. Em casos de rescisão, a GRRF precisa ser quitada em até 10 dias após o término do contrato.

Por que é importante emitir a guia de FGTS corretamente?

Ao emitir guia fgts empresa de forma correta, a organização assegura o direito dos trabalhadores, evita penalidades e facilita processos como solicitação de financiamentos e participação em licitações. O não cumprimento pode gerar autuações, bloqueio em cadastros e até ações judiciais, comprometendo a reputação e as finanças do negócio.

Como corrigir erros na guia de FGTS?

Se for identificada alguma inconsistência na guia, o empresário deve providenciar uma retificação. Isso pode ser feito alterando ou reenviando a GFIP pelo SEFIP com a categoria “Retificadora” selecionada, ou corrigindo dados na GRRF antes do pagamento. Caso já tenha pago a guia errada, procure uma agência da Caixa para regularização e orientações sobre possível ressarcimento ou complementação.

5 dicas para evitar problemas na emissão da guia de FGTS

Manter a rotina de emissão das guias em dia dependendo de alguns cuidados práticos. Confira estratégias essenciais para empresas de todos os portes:

Faça conferências periódicas dos dados cadastrais

Mantenha os dados da empresa e dos funcionários sempre atualizados, garantindo informações fidedignas na folha e no eSocial.

Utilize sistemas integrados

Plataformas de folha de pagamento integradas ao SEFIP ou ao futuro FGTS Digital minimizam erros e agilizam o procedimento.

Capacite a equipe de RH e contabilidade

Pessoas bem treinadas diminui a incidência de falhas na emissão e envio das guias mensais e rescisórias.

Fique atento às atualizações da legislação

Acompanhe constantemente possíveis mudanças promovidas pela Receita Federal, Ministério do Trabalho e Caixa Econômica.

Armazene os comprovantes de pagamento

Leia também: Qual a carta que libera funcionário para outra empresa?

Guarde com segurança todos os comprovantes de recolhimento, facilitando eventuais fiscalizações e comprovações futuras.

Emitir guia fgts empresa é uma obrigação imprescindível para todas as organizações que possuem colaboradores registrados. Com as informações corretas, o uso dos sistemas oficiais e a atenção aos prazos legais, sua empresa evita multas, reforça a relação de confiança com os funcionários e mantém a saúde jurídica em dia. Para não perder nossas atualizações sobre legislação trabalhista e gestão empresarial, inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdos exclusivos diretamente no seu e-mail.

Perguntas frequentes

Como parcelar o pagamento de guias de FGTS em atraso?

Procure a Caixa Econômica Federal ou utilize o Programa de Regularização de Débitos do FGTS (PRE) para negociar e parcelar o valor pendente.

É possível pagar a guia de FGTS pela internet banking?

Sim. Após gerar a guia, acesse o internet banking do seu banco e utilize a opção de pagamento de tributos/FGTS informando o código de barras.

Como conferir se a guia de FGTS foi compensada no sistema da Caixa?

Acesse o portal ou o app FGTS da Caixa, consulte o extrato de contas e verifique se a competência do pagamento consta como “compensada”.

Quais documentos comprobatórios devem ser arquivados após o pagamento do FGTS?

Guarde o comprovante de pagamento impresso ou digital (GRF/GRRF), o recibo de transmissão do SEFIP e eventuais protocolos de retificação.

Como agir em caso de divergência entre valores lançados no SEFIP e no eSocial?

Gerar uma GFIP retificadora no SEFIP e reenviar as informações corretas ou ajustar os eventos no eSocial antes de qualquer pagamento.

Quais são as principais penalidades por atraso no recolhimento do FGTS?

Aplicam-se multa de 0,33% por dia de atraso até o limite de 20% sobre o valor devido, acrescida de juros baseados na taxa Selic.

Eduardo Guerra

Eduardo Guerra é especialista em finanças pessoais e crédito no Brasil, com foco em SEO e conteúdo YMYL. Atua há mais de 7 anos na criação e otimização de conteúdos sobre empréstimo consignado, FGTS, INSS, salário mínimo, crédito para negativados e educação financeira, trabalhando diretamente com fintechs e empresas do setor financeiro. Atualmente, é responsável por estratégias de conteúdo e SEO em projetos voltados para produtos financeiros, sempre com foco em clareza, responsabilidade e informação acessível ao consumidor.

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