Aposentados e pensionistas que sofreram descontos não autorizados em seus benefícios do INSS têm até o dia 14 de fevereiro de 2026 para solicitar a devolução dos valores indevidamente retidos. O governo federal identificou cerca de 3 milhões de beneficiários que ainda não entraram com o pedido, mesmo tendo direito à restituição. Até agora, R$ 2,8 bilhões já foram devolvidos a mais de 4 milhões de segurados, segundo dados oficiais do Instituto Nacional do Seguro Social.
Entenda, nesta reportagem, quem pode pedir o ressarcimento, por que os descontos aconteceram, quais os caminhos para solicitar a devolução e o que está sendo feito para responsabilizar os envolvidos nas fraudes. Acompanhe até o final para garantir que seus direitos sejam resguardados e veja como evitar novas situações semelhantes nos próximos anos.
O que você vai ler neste artigo:
Os descontos irregulares em proventos de aposentados e pensionistas vieram à tona com a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em colaboração com a Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apontou que determinadas associações utilizaram Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) para abater valores sem autorização dos beneficiários, diretamente no pagamento dos seus benefícios.
Segundo o INSS, os descontos indevidos afetaram principalmente idosos, pessoas vulneráveis e indivíduos com dificuldades de acesso digital, que frequentemente não percebiam os valores subtraídos mês a mês. O escândalo levou ao afastamento de servidores do alto escalão do instituto e marca o maior processo de ressarcimento administrativo já realizado pela Previdência Social brasileira.
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Para pedir o ressarcimento, não é necessário contratar intermediários ou pagar por serviços. O processo pode ser realizado por meio de canais oficiais e é voltado a quem identificou descontos não autorizados em seus extratos de benefício.
O depósito do ressarcimento é feito na conta em que o segurado já recebe seu benefício do INSS, com acréscimo da correção monetária medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
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Após descobrir os esquemas fraudulentos, o governo adotou uma postura firme para responsabilizar as entidades envolvidas. A Advocacia-Geral da União (AGU) está em ação na Justiça para recuperar parte dos recursos desviados, com o objetivo de evitar que todo o ônus recaia sobre os cofres públicos. Até o momento, já houve bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e outras medidas de urgência.
O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que o objetivo é garantir a plena indenização dos aposentados e pensionistas, punir os responsáveis e fortalecer os mecanismos preventivos para evitar novos casos. A união de esforços com a Polícia Federal, CGU e AGU já resultou em avanços significativos na identificação e responsabilização dos autores das irregularidades.
O INSS lançou a campanha Sem Susto para orientar os beneficiários sobre sinais de possíveis fraudes, formas de contestar descontos não autorizados e canais de atendimento seguros. Recomenda-se atenção redobrada ao conferir o extrato do benefício e nunca compartilhar dados ou senhas com terceiros.
No site oficial do INSS, estão publicadas informações detalhadas sobre direitos, históricos de descontos e atualizações frequentes sobre o ressarcimento.
Fique atento ao prazo de 14 de fevereiro de 2026 para garantir a devolução dos valores indevidos. Manter-se informado é a melhor forma de evitar prejuízos e proteger seu benefício contra fraudes futuras.
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A abertura do ressarcimento pelo INSS representa um passo importante no reconhecimento dos direitos dos aposentados e pensionistas. Para quem busca justiça e reposição das perdas, estar atento aos prazos, documentação e canais seguros de atendimento é fundamental. Continue acompanhando as atualizações para garantir que situações desse tipo não voltem a se repetir.
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Geralmente, é necessário ter em mãos o número do benefício, documentos de identificação pessoal e comprovantes de descontos indevidos, mas o processo pode ser iniciado pelo próprio site ou telefone do INSS sem exigir documentação física.
Sim, é possível solicitar a restituição dos valores descontados indevidamente, independentemente de como o dinheiro foi utilizado, desde que o pedido seja feito até o prazo final estabelecido.
O INSS realiza a devolução dos valores acrescidos da correção monetária com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), garantindo a reposição do poder de compra dos valores indevidamente descontados.
Nesses casos, o beneficiário pode utilizar a Central 135 por telefone ou procurar atendimento presencial nas agências dos Correios para registrar a contestação e solicitar a devolução.
Não, o processo de contestação e solicitação de devolução dos valores descontados indevidamente é gratuito e não exige intermediários ou pagamento de taxas.