A Petrobras anunciou a retomada da produção de ureia na usina Ansa (Araucária Nitrogenados S.A), localizada em Araucária, Paraná. A reativação das operações, que começou na última quinta-feira, marca o retorno da unidade que estava desativada desde 2020. Este movimento é parte de um plano estratégico da estatal para reintegrar-se ao mercado de fertilizantes, atualmente sob pressão devido a conflitos no Oriente Médio.
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A reativação da Ansa envolveu um investimento significativo de R$ 870 milhões. Desde o anúncio da retomada em 2024, a Petrobras vem preparando a unidade com manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais, recomposição de equipes e contratação de serviços. Esses esforços foram essenciais para garantir o funcionamento eficiente e seguro da planta.
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Durante a fase de mobilização, a Ansa criou mais de 2.000 empregos temporários e manteve cerca de 700 postos de trabalho diretos. A operação gradual da fábrica é vista como um passo estratégico para aumentar a capacidade interna de produção de ureia, um insumo vital para a agricultura brasileira.
A reativação da Ansa é parte de um plano mais amplo da Petrobras para expandir sua presença no mercado de fertilizantes. A estatal já havia reiniciado a produção em outras unidades, como a Fafen-BA e a Fafen-SE, fortalecendo sua posição no setor. Com a Ansa em funcionamento, a Petrobras espera alcançar uma participação de 20% no mercado interno de ureia.
Além das operações atuais, a Petrobras planeja concluir a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, prevista para começar a operar em 2029. Essa nova planta pode aumentar a participação da estatal para 35% no mercado nacional de ureia, reduzindo significativamente a dependência do Brasil de importações.
Com o retorno das operações da Ansa e outras unidades, a Petrobras visa reduzir a dependência externa de ureia, fortalecendo a cadeia produtiva do agronegócio e da indústria nacional. O diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França, destacou que o setor de fertilizantes é estratégico para a empresa, justificando os investimentos baseados em estudos de viabilidade técnica e econômica.
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A Ansa, subsidiária da Petrobras, tem uma capacidade de produção de 720 mil toneladas de ureia por ano, representando cerca de 8% do mercado nacional. Além disso, a planta pode produzir 475 mil toneladas de amônia e 450 mil m³ do Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32) anualmente.
O retorno da Petrobras ao mercado de fertilizantes ocorre em um contexto de alta nos preços, com o insumo custando aproximadamente 60% mais devido ao conflito no Oriente Médio. Esta região é um dos principais produtores de fertilizantes, e o escoamento é feito majoritariamente pelo estreito de Ormuz, afetado pela instabilidade.
Atualmente, o Brasil importa quase 90% dos fertilizantes utilizados em suas plantações, sendo o maior importador mundial. A estratégia da Petrobras de fortalecer sua presença no setor pode ser crucial para diminuir essa dependência externa.
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A usina Ansa tem capacidade de produzir 720 mil toneladas de ureia por ano, além de 475 mil toneladas de amônia e 450 mil m³ de Arla 32.
A retomada visa reduzir a dependência do Brasil de importações de fertilizantes e fortalecer a cadeia produtiva nacional.
A reativação da usina Ansa gera empregos, fortalece a indústria nacional e diminui a dependência de importações de fertilizantes.
A Petrobras investiu R$ 870 milhões em manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais e contratação de serviços.
A Petrobras planeja concluir a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III em Três Lagoas, MS, até 2029, aumentando sua participação no mercado.