O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementou uma nova regra que promete ampliar a proteção dos aposentados e pensionistas contra fraudes no crédito consignado. Desde novembro, todos os benefícios passaram a ser automaticamente bloqueados mensalmente para novas contratações de empréstimo consignado. Agora, só é possível liberar uma nova operação após o segurado realizar o desbloqueio com biometria, via aplicativo ou site Meu INSS.
A mudança, recomendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), visa fortalecer a segurança de uma modalidade de crédito que, em 2025, movimentou bilhões, mas virou alvo de golpistas e práticas abusivas. Neste texto, você entenderá os detalhes dessas alterações, suas motivações, o que muda para quem precisa do crédito consignado e como bancos e entidades do setor têm reagido à nova rotina. Continue lendo para saber tudo sobre o bloqueio mensal do consignado do INSS.
O que você vai ler neste artigo:
Com as novas diretrizes do INSS, todo mês o benefício do segurado é bloqueado preventivamente para empréstimos consignados. A liberação só ocorre após a confirmação, obrigatoriamente com biometria facial, do titular pelo Meu INSS. O objetivo é impedir que terceiros, sem autorização, realizem empréstimos no nome do beneficiário, aumentando a proteção especialmente de pessoas idosas e vulneráveis.
Até então, o bloqueio automático valia por 90 dias apenas para quem recebia o benefício recentemente. Agora, o mecanismo é contínuo para todos os beneficiários, a cada contratação, e não permite desbloqueio por telefone ou procuração — reduzindo significativamente a margem para golpes.
As medidas implementadas não param no bloqueio mensal. O INSS também anuncia:
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A adoção do bloqueio mensal já reflete nas estatísticas do sistema de crédito. Apenas entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), o volume de empréstimos consignados caiu 32% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando R$ 60,8 bilhões. O número de contratos ativos, no entanto, segue elevado: cerca de 65,5 milhões.
Entidades do setor como a ABBC e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apoiam as novas regras, destacando publicamente os avanços em segurança e transparência para os consumidores. Bancos e financeiras também estão investindo em comunicação e adaptação de processos para evitar dúvidas e reduzir fraudes.
Além das ações do INSS, o próprio setor bancário reforçou sua autorregulação nos últimos anos. Entre os principais resultados estão:
Operações recentes, como a Sem Desconto da Polícia Federal, identificaram fraudes em larga escala, motivando o endurecimento das regras pelo INSS. Com a evolução tecnológica — como o uso obrigatório da biometria e contratos digitais pelo Meu INSS — o ecossistema do consignado caminha para um modelo mais seguro e transparente, ainda que com desafios para adaptação de beneficiários menos habituados à tecnologia.
Para o restante de 2025 e os próximos anos, a tendência é que a proteção aos aposentados e pensionistas siga sendo prioridade, tanto do governo como dos bancos e entidades setoriais.
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A nova política de bloqueio mensal no crédito consignado do INSS marca um importante avanço no combate a fraudes e na proteção financeira dos aposentados brasileiros. Com as mudanças, o beneficiário se torna peça central desse processo, participando ativamente de cada liberação e tornando o ambiente menos propício a práticas ilícitas e assédios comerciais.
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O beneficiário titular do benefício pode solicitar o desbloqueio exclusivamente pelo Meu INSS, utilizando a biometria facial para autenticação.
O INSS disponibiliza terminais adaptados em suas agências para facilitar o registro da biometria facial de idosos e pessoas com deficiência.
Sim, o beneficiário pode contestar operações suspeitas pelo Meu INSS ou de forma presencial nas agências da Previdência Social.
Agora, desbloqueios por telefone ou representantes com procuração estão proibidos, aumentando a segurança contra fraudes.
Bancos têm investido em comunicação e processos adaptados, além de apoiar a autorregulação e iniciativas como o serviço ‘Não me Perturbe’ para evitar busca e assédio indevido.