O Banco Central (BC) comunicou aos participantes do projeto-piloto do Drex que a plataforma original, baseada em blockchain Hyperledger Besu, será desativada na próxima segunda-feira, 10 de novembro de 2025. O órgão confirmou que irá construir do zero uma nova infraestrutura para a moeda digital brasileira, conforme as exigências e aprendizados das etapas anteriores.
Nesta matéria, você entenderá por que acontece esse reposicionamento do BC, o que muda na arquitetura do Drex, detalhes sobre a próxima fase do piloto e quais são as perspectivas para o futuro da moeda digital. Siga a leitura para saber como essas definições podem impactar o sistema financeiro nacional.
O que você vai ler neste artigo:
A decisão pelo desligamento da Hyperledger Besu — até então utilizada como base na tecnologia de registro distribuído (DLT) do Drex — ocorre em resposta direta ao feedback do mercado financeiro. De acordo com integrantes dos consórcios participantes do piloto, o custo elevado para sustentar a plataforma foi uma das principais justificativas para a mudança.
Além dos gastos, os resultados das duas primeiras fases deixaram claro que o Drex precisa de uma base tecnológica adaptável e menos dependente de soluções específicas. O BC destacou que a tecnologia DLT escolhida serviu exclusivamente para testes iniciais e não terá continuidade na próxima etapa, marcada por abordagens mais flexíveis.
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Com a saída da Hyperledger Besu, o BC optou por desenhar uma nova arquitetura tecnológica sem amarras a um único modelo de registro digital. O objetivo, segundo fontes próximas ao projeto, é criar um ambiente que permita ampla interoperabilidade entre instituições financeiras e ativos digitais.
Embora ainda não tenha sido divulgado como ficará o desenho definitivo, já está estabelecido que o desenvolvimento será feito do zero e com participação ativa do próprio mercado financeiro. Reuniões técnicas previstas para o início de 2026 deverão indicar os caminhos da próxima infraestrutura, que abandona a obrigatoriedade do blockchain nesta fase.
O novo ciclo do piloto Drex será centrado na eficiência do uso de ativos digitais como garantia em operações de crédito. Essa frente aposta numa abordagem tecnológica agnóstica, ou seja, sem compromissos prévios com plataformas ou tecnologias específicas. Dessa forma, o BC pretende testar e discutir múltiplas alternativas para aumentar a eficiência e reduzir os custos do sistema bancário.
Segundo cronograma mais recente, o relatório consolidado da fase dois do projeto Drex está previsto para ser apresentado no início de 2026. Esta segunda etapa trouxe análises sobre 13 temas distintos, todos focados em casos de uso da moeda digital do BC. O número de fases do piloto segue em aberto, e o uso futuro de blockchain ainda não está descartado.
A principal meta do Drex permanece intacta: garantir um ambiente seguro e interoperável para ativos tokenizados, no qual o real digital servirá como moeda padrão de liquidação. A expectativa do mercado é que, independentemente da solução técnica escolhida, a moeda digital do BC facilite transações mais rápidas e baratas, especialmente no segmento de crédito.
Desde o anúncio do Drex em 2023, a proposta passou por alguns ajustes, principalmente sob a gestão de Gabriel Galípolo, atual presidente do BC. O foco recai atualmente sobre o potencial dos ativos digitais para tornar as operações bancárias menos onerosas, impulsionando a eficiência das operações interbancárias e a concessão de crédito.
Com essas mudanças, o desenvolvimento do Drex segue em ritmo acelerado e busca acompanhar as transformações do mercado financeiro nacional e global.
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O processo de reformulação da infraestrutura do Drex representa um marco para o setor financeiro brasileiro, ao mostrar a disposição do Banco Central em ouvir o mercado e buscar soluções inovadoras. Essa abertura para novas tecnologias promete um Drex mais eficiente e capaz de atender as demandas do sistema bancário, especialmente nos desafios de crédito digital.
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Infraestrutura agnóstica significa que a plataforma do Drex não estará vinculada a uma tecnologia específica, permitindo o uso e integração de diversas soluções tecnológicas para maior flexibilidade e interoperabilidade.
O Drex visa acelerar transações, reduzir custos e aumentar a eficiência das operações bancárias, especialmente no segmento de crédito, tornando o sistema financeiro mais ágil e acessível.
O BC optou pelo desligamento devido ao alto custo de manutenção da plataforma e à necessidade de uma base tecnológica mais flexível e menos dependente de soluções específicas para o Drex.
As próximas fases focarão em testar novas arquiteturas tecnológicas e aprimorar o uso de ativos digitais como garantias, com o envolvimento ativo do mercado financeiro para moldar a infraestrutura ideal.
Ativos digitais tokenizados podem servir como garantias mais eficientes, facilitando empréstimos e operações de crédito com custos reduzidos e maior agilidade.