O Banco Central anunciou o desligamento da atual plataforma digital do Drex, moeda digital brasileira, e confirmou que desenvolverá uma nova infraestrutura do zero. A decisão foi comunicada aos participantes do projeto-piloto durante reunião realizada nesta semana, sinalizando uma profunda reformulação no andamento do Drex. Segundo fontes ligadas ao Banco Central, a medida atende tanto às demandas do mercado quanto a uma reorientação das prioridades tecnológicas para a terceira fase do projeto.
A seguir, você confere os motivos para a reconstrução da base tecnológica do Drex, as consequências dessa decisão e o que esperar para os próximos passos da moeda digital brasileira.
O que você vai ler neste artigo:
O encerramento da plataforma Hyperledger Besu, que serviu de base para as duas primeiras etapas do teste do Drex, acontece devido a mudanças estratégicas definidas pelo Banco Central. De acordo com interlocutores da instituição, a manutenção da infraestrutura baseada em blockchain deixaria o projeto oneroso e inviável para o novo escopo da moeda digital.
A tecnologia de registro distribuído, também conhecida como DLT, foi utilizada nos testes-piloto iniciais justamente para verificar a viabilidade do Drex em cenários de tokenização e segurança digital. No entanto, com o término dessas fases e sem previsão de uso da tecnologia blockchain na etapa seguinte, optou-se por cessar o funcionamento da plataforma atual a partir da próxima semana.
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Com a desativação da rede Hyperledger Besu, o Banco Central pretende iniciar uma reavaliação completa do modelo digital para o Drex. Fica claro que agora existe um direcionamento para um padrão tecnológico agnóstico, ou seja, sem vangloriar uma tecnologia específica como blockchain. O objetivo é garantir máxima eficiência para operações que envolvam o uso de ativos tokenizados como garantias em financiamentos e concessão de crédito.
A segunda fase dos testes já foi concluída e o relatório detalhado deve ser divulgado no começo de 2026, trazendo avaliações dos 13 principais casos de uso examinados. Com o encerramento previsto da infraestrutura anterior, o Banco Central já articula reuniões com o mercado para captar sugestões sobre qual tecnologia adotar para o próximo ciclo de estudos da moeda digital.
Anunciada em 2023, a proposta do Drex é criar uma estrutura segura e interoperável para transações financeiras, modernizando o mercado brasileiro. Desde seu lançamento, o projeto passou por ajustes significativos, sobretudo após a chegada de Gabriel Galípolo à gestão da autarquia, o que resultou em foco renovado na praticidade e redução de custos operacionais, principalmente nas operações de crédito entre instituições.
As próximas discussões a respeito da terceira etapa do projeto-piloto começam no início de 2025, e ainda não está definido se blockchain voltará a ser cogitada como base na nova infraestrutura.
Os objetivos fundamentais continuam claros: proporcionar integração entre ativos digitais e o sistema financeiro, além de manter a moeda digital sob total controle do Banco Central — assim, o Drex pretendia ser não apenas um impulsionador da inovação, mas também da segurança jurídica e operacional nas transações financeiras.
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Enquanto o Banco Central prepara a reestruturação do Drex, o mercado acompanha com atenção as possíveis redefinições do que será a moeda digital nos próximos anos. O desfecho da reformulação poderá impactar diretamente instituições financeiras, fintechs e consumidores, estabelecendo um novo marco no cenário das moedas digitais no Brasil.
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O desligamento permite que o Banco Central reestruture o Drex com uma tecnologia mais eficiente, potencialmente reduzindo custos para instituições financeiras e ampliando a segurança nas transações digitais.
O Banco Central realizará reuniões com o mercado para avaliar e escolher a nova tecnologia para a terceira fase do projeto-piloto do Drex, com início das discussões previstas para o começo de 2025.
A infraestrutura baseada em blockchain mostrou-se onerosa e inviável para os novos objetivos do Drex, motivando uma mudança para um padrão tecnológico mais flexível e eficiente.
O relatório detalhado da segunda fase, com avaliações dos principais casos de uso, deve ser divulgado no início de 2026.
O Drex visa manter a moeda digital sob total controle do Banco Central, estruturando um sistema seguro, interoperável e regulado para operações financeiras digitais.