O recente incêndio em um veículo elétrico BYD Dolphin no Rio Grande do Sul acendeu o debate acerca da segurança no carregamento doméstico de carros elétricos. Embora as imagens do fogo tenham assustado, a investigação inicial indica que o problema não foi causado pelo carro ou pela bateria, mas sim pelo uso inadequado dos equipamentos durante o processo de recarga.
Nesta notícia, você vai entender os perigos do carregamento irregular de veículos elétricos, que cuidados adotar em casa e quais erros podem traumatizar o proprietário logo nos primeiros incidentes. Continue lendo para saber como garantir total segurança ao recarregar seu EV.
O que você vai ler neste artigo:
O episódio tornou-se destaque por ter sido o primeiro grande caso nacional de incêndio reportado em um carro 100% elétrico. Segundo especialistas e entidades como a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o desastre não envolveu a bateria do automóvel. Na verdade, tudo teria começado na etapa de recarga, mais precisamente pelo uso de uma extensão comum inadequada que não aguentou a corrente exigida pelo carregador portátil.
O calor gerado pelo equipamento improvisado levou ao incêndio no estofado, agravado pelo carregamento ter sido feito com o carregador dentro do veículo e em ambiente pouco ventilado. Embora assustadoras, as explosões vistas nos vídeos se relacionaram ao ativamento do airbag, e não a qualquer falha do sistema elétrico.
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Os enganos cometidos por motoristas ao carregarem seus carros elétricos são mais frequentes do que se imagina. Confira os principais:
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Organizações como a ABVE e os próprios fabricantes recomendam seguir algumas etapas essenciais para carregar seu carro elétrico com segurança e evitar riscos à propriedade e à vida:
Prefira sempre os carregadores originais ou homologados, fornecidos pela própria montadora. Equipamentos paralelos apresentam riscos desconhecidos e podem não ter passado por inspeções rígidas como as impostas pelo Inmetro.
Para usuários frequentes, o ideal é instalar um sistema dedicado, conhecido como wallbox, ligado a um quadro de energia independente, conforme padrão ABNT. Sempre contrate um profissional qualificado (com Anotação de Responsabilidade Técnica) para realizar todo o processo e emitir um laudo de conformidade elétrica. Assim, você garante proteção reforçada contra curtos e sobrecargas.
Jamais use extensões, multiplicadores ou réguas, pois não suportam a demanda dos carregadores veiculares. Prefira locais arejados, oferecendo boa dissipação do calor gerado durante o carregamento. Mantenha sempre o carregador fora do interior do automóvel.
No Brasil, a ABNT e o Inmetro regulamentam a infraestrutura para recarga de carros elétricos. O usuário deve exigir equipamentos certificados, fiação correta, disjuntores e aterramento eficiente. Além de evitar multas em condomínios e problemas com o seguro, esse cuidado reduz drasticamente a chance de incidentes fatais.
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Casos como o do BYD Dolphin reforçam a importância da informação e da adoção de práticas seguras desde a primeira recarga. Manter-se informado e exigir equipamentos adequados são estratégias que asseguram não apenas o bom funcionamento do veículo, mas também a segurança da família e do patrimônio.
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Carregadores não homologados podem apresentar falhas, provocar superaquecimento, curto-circuito e até incêndios, além de possuírem qualidade e segurança desconhecidas.
A instalação deve contar com circuito exclusivo, disjuntores adequados, aterramento eficiente e estar conforme as normas ABNT, garantindo proteção contra sobrecargas e curtos.
Ambientes fechados dificultam a dissipação de calor do carregador, aumentando o risco de superaquecimento, o que pode levar a incêndios e outros incidentes.
O profissional com ART garante que a instalação elétrica esteja segura, conforme normas técnicas, e emite um laudo de conformidade que comprova a segurança da rede.
Não. Extensões e réguas comuns não suportam a alta corrente exigida, podendo superaquecer e causar incêndios. O ideal é evitar seu uso no carregamento.