A Meta irá inovar na forma de personalizar conteúdos e anúncios em suas principais plataformas a partir de dezembro de 2025. A companhia, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, revelou que começará a utilizar informações fornecidas em conversas com seu assistente de inteligência artificial (IA) para refinar anúncios e recomendações exibidas aos usuários. O principal objetivo é compreender melhor os interesses de cada pessoa que utiliza seus serviços, tornando a publicidade mais relevante.
Com mais de 1 bilhão de usuários interagindo com a IA generativa da Meta, o impacto dessa decisão promete ser amplo. Neste artigo, você vai entender como funcionará o novo sistema, o que deve mudar para quem utiliza as plataformas e os principais cuidados anunciados pela empresa. Continue lendo para se informar e preparar para os próximos passos da experiência digital nas plataformas do grupo.
O que você vai ler neste artigo:
O anúncio oficial da Meta confirmou que, a partir de dezembro, todas as interações de voz e texto com o assistente de IA serão analisadas com o intuito de aprimorar a segmentação de anúncios e recomendações de conteúdos. Isso se soma às atuais estratégias de rastreamento de likes, comentários, compartilhamentos e postagens. Esse novo recurso entra em funcionamento em diferentes datas conforme a região, com uma programação específica para o Brasil, América Latina e outras localidades, enquanto Europa e Reino Unido contarão com regulamentos extras.
Ao conversar sobre assuntos como esportes, viagens ou hobbies, os usuários verão sugestões personalizadas no feed, como novos grupos, páginas e anúncios de produtos ligados a esses interesses. Por exemplo, uma pessoa que pedir dicas para trilhas à IA poderá visualizar anúncios de equipamentos outdoor e publicações de amigos que compartilham o mesmo interesse. Segundo a empresa, esse modelo visa aumentar a precisão das sugestões, reduzindo ao máximo conteúdos irrelevantes para cada perfil.
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A questão da privacidade permanece no centro das discussões. A Meta assegura que conversas envolvendo informações sensíveis serão excluídas do sistema de personalização de anúncios. Temas como posicionamento político, religião, saúde e orientação sexual ficarão fora do alcance dos algoritmos publicitários. Essa política atende a demandas de órgãos reguladores, principalmente em áreas com rígidas normas de proteção de dados.
Além disso, a empresa aponta que, para quem utiliza apenas o WhatsApp, sem integração com outras plataformas da Meta, esses dados seguirão restritos ao aplicativo, sem compartilhamento com Facebook ou Instagram.
Apesar da impossibilidade de excluir a coleta de dados ao conversar com o Meta AI, será possível ajustar a intensidade da personalização dos conteúdos e anúncios exibidos. Os usuários poderão acessar as configurações das plataformas para indicar preferências de temas, limitar categorias indesejadas e controlar parte da experiência personalizada. A Meta iniciará a notificação dos usuários sobre essas mudanças em outubro de 2025, permitindo que as pessoas se preparem para adaptar suas escolhas de privacidade.
Esta atualização representa um passo importante na busca de anúncios cada vez mais direcionados, combinando dados de uso com as tendências reveladas pelas perguntas e respostas dos próprios usuários. Para aqueles atentos à privacidade e ao controle de seus dados, a transparência das novas práticas promete ser um diferencial no relacionamento com as plataformas Meta.
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A decisão da Meta de usar interações com IA para personalizar publicidade e conteúdo marca uma nova era nos grandes serviços digitais. Essa mudança promete fortalecer combos de produtos e serviços mais conectados ao perfil de cada usuário, respeitando limites impostos pelo uso consciente de informações sensíveis.
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Você poderá acessar as configurações das plataformas para definir preferências de temas, limitar categorias indesejadas e controlar o nível de personalização dos anúncios.
Informações sensíveis como opiniões políticas, saúde, religião e orientação sexual não serão utilizadas para personalizar anúncios.
Não, a implementação será gradual, com datas específicas para diferentes regiões, considerando também regulamentos distintos, como os da Europa e Reino Unido.
Para usuários que usam somente o WhatsApp, sem integração com outras plataformas da Meta, os dados permanecem restritos ao aplicativo e não são compartilhados com Facebook ou Instagram.
O objetivo é compreender melhor os interesses dos usuários para tornar a publicidade mais precisa e as recomendações de conteúdo mais relevantes, reduzindo conteúdos irrelevantes.