O setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 0,3% em julho de 2025 frente ao mês anterior, atingindo novamente o maior patamar histórico para a atividade. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que o segmento mantém tendência de alta, acumulando seis meses consecutivos de avanço e crescimento sólido na comparação anual.
Ao longo deste texto, você confere quais segmentos puxaram o desempenho, os principais destaques regionais e os fatores que ajudam a explicar porque o setor de serviços segue forte mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador. Continue lendo para entender o que está por trás dos números recordes revelados pela Pesquisa Mensal de Serviços.
O que você vai ler neste artigo:
O ritmo positivo surpreendeu parte dos analistas, já que a economia brasileira enfrenta desafios como juros elevados e inflação persistente. Ainda assim, entre fevereiro e julho de 2025, o setor acumulou incremento de 2,4% – a maior sequência de altas desde 2022, quando o segmento cresceu por oito meses consecutivos.
Entre os grupos avaliados, três das cinco principais atividades mostraram avanço entre junho e julho deste ano:
Destacam-se, especialmente, telecomunicações e tecnologia da informação – segmentos que cresceram 0,7% e 1,2%, respectivamente, impulsionados pela digitalização acelerada no pós-pandemia.
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O boom dos serviços foi acompanhado em 12 das 27 unidades da federação, conforme o IBGE. Os maiores destaques ficaram com São Paulo (1,7%) – maior economia estadual –, Paraná (1,7%), Mato Grosso do Sul (5,7%), Santa Catarina (0,9%) e Rondônia (10,9%).
A importância do setor não se limita ao desempenho econômico. Os serviços representam o segmento que mais emprega no país, sendo essencial para a geração de renda e para a sustentação do mercado de trabalho.
Enquanto os serviços seguem crescendo, outros setores mostram desempenho mais tímido em 2025. A indústria brasileira registrou queda de 0,2% em julho, e o comércio também recuou 0,3%. O acumulado em 12 meses, no entanto, indica avanço: 1,9% para a indústria e 2,5% para o comércio, segundo o IBGE.
Um dos principais motores para o bom momento dos serviços está na transformação digital: empresas de tecnologia, comunicação e plataformas online têm impulsionado a receita e segurado o crescimento do setor. “Houve mudança de paradigma clara após a pandemia, com empresas buscando atuar em plataformas digitais”, destaca Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.
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E não para por aí: o crescimento de empresas de delivery e o uso crescente de serviços digitais pelas famílias também colaboram para o desempenho acima da média. Lobo ressalta que esses segmentos tendem a resistir aos efeitos de ciclos adversos, como juros altos e inflação.
O setor de serviços encerra mais um mês com resultados expressivos, reforçando sua importância na retomada da economia e na geração de empregos. Ao que tudo indica, os serviços devem seguir como protagonistas do PIB brasileiro nos próximos meses. Se você quer se manter bem informado sobre os principais números da economia e novidades do setor de serviços, inscreva-se agora mesmo em nossa newsletter e receba os dados diretamente no seu e-mail!
A digitalização impulsiona o setor ao ampliar o uso de plataformas online, tecnologia da informação e serviços digitais, fortalecendo segmentos como telecomunicações e delivery, e ajudando a manter o crescimento mesmo diante de desafios econômicos.
Os maiores crescimentos foram em Rondônia (10,9%), Mato Grosso do Sul (5,7%), São Paulo (1,7%), Paraná (1,7%) e Santa Catarina (0,9%).
O setor é o principal gerador de empregos no país, sustentando a renda de milhões de trabalhadores e contribuindo para a estabilidade econômica, especialmente em períodos de desaceleração de outros setores como indústria e comércio.
Entre junho e julho de 2025, Informação e comunicação cresceu 1%, Serviços profissionais, administrativos e complementares 0,4%, Serviços prestados às famílias 0,3%, enquanto Transportes recuou 0,6% e Outros serviços caíram 0,2%.
Enquanto o setor de serviços acumulou forte crescimento, a indústria teve uma queda de 0,2% em julho e o comércio caiu 0,3%, apesar dos avanços anuais de 1,9% e 2,5% respectivamente.