O dólar comercial encerrou o pregão desta sexta-feira, 11 de julho de 2025, em queda intensa. A moeda norte-americana foi negociada a R$ 5,354, num recuo de 0,71%. Esse é o menor valor de fechamento registrado em mais de um ano. Apesar do otimismo com a desvalorização do dólar, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, também fechou o dia em baixa, declinando 0,61% para 142.271 pontos, pressionado por notícias políticas e pela expectativa sobre a política monetária nos Estados Unidos.
Neste artigo, você confere o que levou à forte variação cambial, os fatores que afetaram o Ibovespa, como decisões do Supremo Tribunal Federal e as manifestações vindas dos EUA podem influenciar os mercados nos próximos dias. Veja as análises de especialistas e fique por dentro de tudo o que mexe com seu bolso.
O que você vai ler neste artigo:
A recente queda do dólar frente ao real está diretamente relacionada à expectativa pelos cortes de juros previstos para acontecer nos Estados Unidos. O Federal Reserve, banco central americano, poderá iniciar uma flexibilização de sua política monetária ainda neste mês, segundo avaliações do mercado.
A divulgação de indicadores mostrando desaceleração econômica e perda de fôlego no mercado de trabalho dos EUA fortaleceu a perspectiva de redução dos juros. Isso pressionou o dólar globalmente, beneficiando o real e outras moedas de países emergentes.
Esses fatores motivam o Fed a considerar um corte de juros, o que costuma direcionar investidores para ativos de maior risco e fortalece moedas como o real frente ao dólar.
No acumulado da semana, o dólar caiu 1,09%. No ano de 2025, a divisa já perdeu quase 13% do seu valor frente ao real, reproduzindo um movimento de valorização da moeda brasileira. O dólar turismo, voltado a viajantes, também apresenta trajetória de queda e fechou negociado a R$ 5,564.
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Mesmo com o ambiente externo favorável para ativos de risco, o Ibovespa não sustentou os ganhos registrados na véspera e cedeu terreno. O principal índice da bolsa recuou após bater recordes históricos anteriormente. Analistas apontam para uma combinação de fatores políticos e setoriais justificando a realização de lucros.
Entre as principais ações, destaque positivo para Vale (VALE3), que subiu 0,12% após obter licença de operação para importante projeto no Pará, ajudando a conter maiores perdas do índice. Do outro lado, ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4) caíram, mesmo em cenário de alta internacional do petróleo.
A cena política ganhou protagonismo no fechamento do pregão. O Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, além de manter sua inelegibilidade até 2060, após julgamento de tentativa de golpe de Estado. A decisão impactou negativamente o humor do mercado, aprofundando temor de instabilidade institucional e afetando a atratividade de ativos locais.
Para completar o quadro, reações vindas de Washington adicionaram volatilidade: o presidente norte-americano, Donald Trump, criticou publicamente a decisão, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu possíveis retaliações diplomáticas contra o Brasil. A ameaça de sanções ou restrições ao comércio bilateral é vista como fator de risco extra no radar dos investidores.
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A continuidade dessas tensões pode aumentar a volatilidade nos próximos pregões, principalmente se envolver medidas concretas dos EUA que prejudiquem setores exportadores brasileiros.
Em um ambiente de incerteza política e econômica, acompanhar de perto a movimentação dos mercados e os desdobramentos das decisões políticas se torna ainda mais importante. O dólar em queda beneficia importadores e viagem ao exterior, mas o investidor deve observar a possibilidade de alta volatilidade à frente. Gostou do conteúdo e quer se manter informado sobre os movimentos do mercado pelo olhar de especialistas? Aproveite e assine nossa newsletter para receber as principais notícias econômicas diretamente no seu e-mail.
Decisões judiciais e instabilidade política, como condenações de figuras públicas, podem gerar incertezas que afetam o humor dos investidores e pressionam índices de ações como o Ibovespa.
Um dólar mais barato beneficia importadores e turistas, mas pode prejudicar exportadores, além de impactar investimentos estrangeiros e índices da bolsa local.
Significa que o banco central americano planeja reduzir as taxas de juros para estimular a economia, o que tende a enfraquecer o dólar e favorecer moedas de países emergentes, como o real.
Além do câmbio, o Ibovespa é influenciado pela política, notícias setoriais e decisões judiciais que podem causar volatilidade e afastar investidores do mercado de ações.
Comunicações e ameaças de sanções entre países podem aumentar a volatilidade dos mercados, prejudicar setores exportadores brasileiros e gerar insegurança entre investidores.