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Quanto custa para divorciar? Valor e tipos de despesas

Eduardo Guerra em 9 de setembro de 2025 às 10:35

Se você chegou até aqui se perguntando divorcio quanto custa, saiba que está dando um passo importante para planejar sua vida financeira nesse momento delicado. Este conteúdo foi desenvolvido para pessoas que estão considerando ou já decidiram se divorciar, sejam elas casais sem filhos, pais de família, autônomos, profissionais liberais ou qualquer um que necessite se preparar para os custos envolvidos em um processo de separação.

Neste artigo, você vai entender os valores cobrados para se divorciar, quais despesas podem surgir além dos honorários do advogado, diferenças de custos entre divórcio consensual e litigioso, gastos com cartório, taxas no processo judicial, cobertura da defensoria pública e até mesmo situações em que há possibilidade de isenção de despesas. Continue a leitura para saber todos os detalhes e tomar decisões mais conscientes durante o seu divórcio.

O que é divórcio?

Antes de entender quanto custa um divórcio, é fundamental esclarecer seu conceito. O divórcio é o instrumento legal que dissolve definitivamente um casamento civil, permitindo que as partes reconstruam juridicamente sua vida e até mesmo se casem novamente caso desejem. Esta separação implica em divisão de bens, eventual regulamentação de guarda de filhos, pensão alimentícia e outras questões patrimoniais e pessoais, dependendo da situação do casal.

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Principais tipos de divórcio

O valor para divorciar varia de acordo com o tipo de procedimento adotado. Os caminhos para oficializar um fim de casamento civil podem se apresentar de diferentes formas, impactando diretamente nos custos e tempo de resolução.

Divórcio consensual

O divórcio consensual ocorre quando as partes entram em acordo sobre todos os aspectos da separação, como divisão de bens, guarda dos filhos e pensão alimentícia. Esse modelo costuma ser mais rápido, simples e menos custoso, podendo inclusive ser feito em cartório se não houver filhos menores ou incapazes.

Divórcio litigioso

No divórcio litigioso, há impasse entre os cônjuges, seja sobre patrimônio, guarda ou qualquer outro ponto. O processo, nesse caso, é levado ao Judiciário, envolve maior complexidade processual e, frequentemente, resulta em despesas mais elevadas devido à necessidade de provas, audiências e possível contratação de perícias.

Quais são as principais despesas de um divórcio?

As despesas de um divórcio são diversas e podem variar muito de acordo com a escolha pelo divórcio extrajudicial ou judicial, se consensual ou litigioso, existência de bens, filhos menores, localidade, entre outros fatores.

Honorários advocatícios

O maior gasto normalmente é com os honorários do advogado, já que a atuação de um profissional do Direito é obrigatória para ambos os tipos de divórcio. No consensual em cartório, pode-se contratar um único advogado para os dois, reduzindo custos. Já no litigioso, geralmente cada parte precisa de sua defesa. Os valores podem ser uma porcentagem sobre o patrimônio, uma taxa fixa, ou ainda cobrança por etapas processuais.

Taxas e custas de cartório

Em divórcios extrajudiciais (em cartório), são cobradas taxas de registro e lavratura da escritura pública, que variam conforme o Estado, o valor dos bens envolvidos e outros serviços, como averbação em imóveis. Essa despesa pode ser de algumas centenas a milhares de reais.

Custas processuais judiciais

No divórcio judicial, cada tribunal estadual define suas custas processuais. Geralmente correspondem a um percentual do valor da causa, além de despesas com cópias, autenticações, laudos técnicos, perícias, citações e publicações, quando necessárias.

Despesas com perícias e avaliações

Se houver necessidade de avaliar imóveis, empresas ou outros bens, pode ser exigido laudo de um perito judicial, os quais são custos adicionais. No litígio com discussões patrimoniais complexas, essa despesa se soma aos outros gastos processuais e pode ser relevante.

Outros custos envolvidos

Transporte, autenticações, reconhecimento de firma, segunda via de documentos e outros pequenos atos burocráticos também entram na soma das despesas para quem busca saber a fundo divorcio quanto custa.

Quanto custa se divorciar no cartório?

O divórcio feito em cartório, chamado de divórcio extrajudicial, está disponível para casais sem filhos menores ou incapazes e quando há mútuo acordo. Geralmente, é o caminho mais rápido e econômico. As principais despesas nesse procedimento são as taxas cobradas pelo cartório e o honorário do advogado.

O valor praticado pelos cartórios varia bastante conforme o Estado, mas em média, a taxa de lavratura da escritura de divórcio consensual gira em torno de R$ 500,00 a R$ 2.000,00. O custo com advogado pode partir de R$ 800,00 e ultrapassar R$ 5.000,00, dependendo da complexidade e localização. Bens registrados em outro cartório também geram custos de averbação adicionais.

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Qual o custo de um divórcio judicial?

O divórcio judicial é obrigatório quando há filhos menores ou incapazes, ou quando não há consenso entre as partes. As despesas incluem taxas iniciais de distribuição do processo, honorários dos advogados de cada parte, possíveis perícias e eventuais custas recursais. Apenas o valor das custas processuais, dependendo do valor do patrimônio envolvido, pode superar os R$ 1.000,00. Em situações de litígio intenso, todo o processo pode custar de R$ 5 mil a R$ 20 mil ou mais.

Existe divórcio gratuito?

Muitas pessoas buscam saber se existe forma de se divorciar sem custos. A resposta é sim, mas depende de alguns requisitos. Quem comprova hipossuficiência financeira pode recorrer à Defensoria Pública para realizar o divórcio gratuito, tanto no Judiciário quanto nos cartórios credenciados ao serviço gratuito de assistência judiciária. Nesses casos, não há cobrança de honorários advocatícios nem custas processuais. Contudo, pode haver fila de espera e o processo pode demorar mais, devido à alta demanda.

Como reduzir os custos do divórcio?

O custo final da separação pode ser amenizado com algumas atitudes práticas, que envolvem desde escolhas acertadas até organização jurídica e financeira. Estas medidas diminuem o impacto no bolso e nos ânimos das partes envolvidas.

Optar pelo consenso sempre que possível

Chegar a um acordo mútuo sobre bens, guarda e pensão permite recorrer ao divórcio extrajudicial ou, pelo menos, ao divórcio consensual na Justiça, o que minimiza custos e tempo.

Buscar orientação na Defensoria Pública

Quem não tem condições de arcar com um advogado pode procurar auxílio da Defensoria Pública, onde os serviços são garantidos para quem comprova baixa renda.

Perguntar e negociar honorários

É válido solicitar orçamento detalhado e negociar formas de pagamento com o advogado. Muitos escritórios oferecem parcelamentos ou descontos em casos simples.

Dicas práticas para organizar e prever os custos do divórcio

Além de pesquisar valores, algumas decisões práticas ajudam a prever e administrar melhor as despesas do divórcio, evitando surpresas desagradáveis e planejando o futuro financeiro.

Levantar todos os documentos necessários

Estar com documentos pessoais, certidão de casamento, informações sobre bens e comprovantes de renda organizados agiliza o processo e evita gastos extras com solicitações de segunda via ou autenticações de última hora.

Consultar a tabela da OAB do seu Estado

Cada seccional da Ordem dos Advogados do Brasil define uma tabela de honorários mínimos para atuação em divórcios. Verificar esses valores orienta na negociação e escolha do profissional.

Ponderar gastos além do processo

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É importante considerar eventuais mudanças de residência, despesas com filhos e reorganização da vida prática após a separação, que podem impactar o orçamento.

Entender divorcio quanto custa e se planejar é fundamental para evitar pressões financeiras desnecessárias em um momento já sensível da vida pessoal. Tomando decisões informadas, dialogando sempre que possível e buscando profissionais de confiança, o processo pode ser mais acessível e menos desgastante financeiramente. Se você quer continuar aprendendo sobre direitos, família e finanças, inscreva-se em nossa newsletter para receber conteúdos relevantes e práticos diretamente em seu e-mail.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva um divórcio consensual em cartório?

Após entrega de toda a documentação e pagamento das taxas, o procedimento costuma ser concluído entre 7 e 30 dias.

É possível parcelar o pagamento dos honorários advocatícios?

Sim, muitos escritórios oferecem parcelamento por cartão de crédito ou boleto, negociando condições conforme a complexidade do caso.

Como ficam as dívidas contraídas durante o casamento?

As dívidas são partilhadas segundo o regime de bens adotado; no comunhão parcial, por exemplo, entram na divisão do patrimônio.

Posso incluir a pensão alimentícia nas custas do processo?

Não. A pensão alimentícia é um direito devido, mas seu cálculo e eventual cobrança podem gerar honorários ou despesas judiciais à parte.

Qual a diferença de custos se houver avaliação de bens?

Sempre que há bens complexos, como imóveis ou empresas, é preciso laudo pericial. Esses honorários podem adicionar de R$1.000 a R$5.000 ao custo final.

Eduardo Guerra

Eduardo Guerra é especialista em finanças pessoais e crédito no Brasil, com foco em SEO e conteúdo YMYL. Atua há mais de 7 anos na criação e otimização de conteúdos sobre empréstimo consignado, FGTS, INSS, salário mínimo, crédito para negativados e educação financeira, trabalhando diretamente com fintechs e empresas do setor financeiro. Atualmente, é responsável por estratégias de conteúdo e SEO em projetos voltados para produtos financeiros, sempre com foco em clareza, responsabilidade e informação acessível ao consumidor.

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