As seguradoras que operam em Portugal registraram lucros líquidos de 414 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) divulgou esses números no seu relatório semestral, destacando a robustez do setor.
O que você vai ler neste artigo:
O mercado de seguros direto em Portugal demonstrou um crescimento significativo, com um aumento de 14,2% na produção total, ultrapassando os 7,9 bilhões de euros. Este crescimento foi impulsionado por uma expansão de 19,4% no ramo Vida e 9,7% nos ramos Não Vida.
Os ramos Não Vida, que incluem seguros de Saúde, Incêndio e Automóvel, apresentaram um desempenho notável. O ramo Saúde cresceu 12,3%, enquanto Incêndio e Outros Danos subiram 10%. Já o seguro Automóvel registrou um aumento de 9,5%, e a modalidade de Acidentes de Trabalho cresceu 9,2%. Estes ramos representaram quase 90% do valor dos prêmios dos seguros Não Vida.
Os pagamentos de indemnizações por sinistros nos ramos Não Vida aumentaram 5,8%, enquanto no ramo Vida houve uma redução de 30% nos resgates, resultando em uma queda de 16% nos pagamentos totais das seguradoras. A taxa de sinistralidade, crucial para a rentabilidade, estabilizou-se ou diminuiu em áreas-chave. No ramo de Acidentes de Trabalho, a taxa manteve-se em 51%, e no ramo Saúde, reduziu de 61% para 57%.
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O índice de cobertura do Requisito de Capital de Solvência (SCR) das seguradoras em Portugal foi de 210% no segundo trimestre de 2025, ligeiramente abaixo dos 212% do final de 2024. Esse índice ainda está bem acima do mínimo de 100%, garantindo a solidez financeira das empresas e prevenindo intervenções regulatórias.
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Com base nos dados atuais, as seguradoras em Portugal estão bem posicionadas para continuar crescendo. O foco em manter a taxa de sinistralidade sob controle e a adaptação às mudanças no mercado são fatores-chave para sustentar esse crescimento nos próximos anos.
O mercado de seguros em Portugal está em plena expansão, refletindo a resiliência e a capacidade de adaptação das empresas frente aos desafios econômicos. Para mais atualizações sobre o setor, inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro das novidades!
Os ramos Vida e Não Vida registraram crescimento significativo, com destaque para Saúde, Incêndio e Automóvel.
O índice de cobertura do Requisito de Capital de Solvência foi de 210% no segundo trimestre de 2025, garantindo solidez financeira.
A taxa de sinistralidade é crucial para a rentabilidade das seguradoras, pois indica a proporção de prêmios pagos em relação aos sinistros.
As seguradoras estão focando em manter a taxa de sinistralidade sob controle e adaptando-se às mudanças do mercado para sustentar o crescimento.
Espera-se que o setor continue crescendo, com foco em adaptação às mudanças de mercado e controle da taxa de sinistralidade.