O setor de seguros no Brasil, apesar de majoritariamente feminino, ainda enfrenta desafios significativos quando se trata de liderança feminina. De acordo com o 5º Estudo Mulheres no Mercado de Seguros, realizado pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) em parceria com a SouSegura, a presença feminina em cargos de diretoria é de apenas 1%. Enquanto isso, a participação masculina nesses postos é 1,5 vez maior.
O que você vai ler neste artigo:
Embora a percepção de melhora seja evidente, com 63% das entrevistadas relatando um aumento nas oportunidades para mulheres nos últimos três anos, a equidade de gênero ainda é um objetivo distante. As iniciativas de diversidade e as mudanças culturais nas empresas têm contribuído para esse progresso, mas barreiras estruturais continuam a dificultar avanços mais significativos.
A cultura organizacional resistente à equidade de gênero, a sobrecarga com tarefas domésticas e a sub-representação em áreas estratégicas são desafios constantes. Além disso, a maternidade continua a impactar negativamente a carreira de muitas mulheres, com 67% relatando consequências profissionais por serem mães.
Outro ponto destacado pelo estudo é a falta de diversidade racial, com 75% das respondentes se autodeclarando brancas. Isso evidencia a necessidade de maior inclusão de mulheres negras, pardas e indígenas no setor.
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Apesar das dificuldades, algumas empresas têm se destacado na promoção da igualdade de gênero. Programas de mentoria, formação de lideranças femininas e metas de diversidade vinculadas à remuneração de lideranças são algumas das medidas adotadas. Além disso, a implementação de licenças parentais mais justas e políticas de trabalho remoto têm ganhado espaço.
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A criação de ambientes seguros para denúncias de assédio e discriminação também é uma iniciativa importante adotada por algumas organizações, visando proporcionar um ambiente de trabalho mais inclusivo e respeitoso.
O estudo foi apresentado em um evento híbrido em São Paulo, com a presença dos autores Maria Helena Monteiro e Francisco Galiza, além de lideranças femininas do mercado. Desde seu primeiro lançamento em 2013, a ENS realiza o estudo a cada três anos, acompanhando lentamente as mudanças no setor de seguros.
Concluindo, apesar de avanços, a jornada para a equidade de gênero no setor de seguros é longa e cheia de desafios. Se você achou este conteúdo interessante, inscreva-se em nossa newsletter para mais atualizações e análises sobre o mercado de seguros.
As mulheres enfrentam desafios como a cultura organizacional resistente à equidade de gênero, sobrecarga com tarefas domésticas e sub-representação em áreas estratégicas.
A maternidade pode impactar negativamente a carreira, com 67% das mulheres relatando consequências profissionais por serem mães.
Iniciativas incluem programas de mentoria, formação de lideranças femininas, metas de diversidade vinculadas à remuneração e políticas de trabalho remoto.
A diversidade racial é crucial para a inclusão de diferentes perspectivas e experiências, e o estudo destaca a necessidade de maior inclusão de mulheres negras, pardas e indígenas.
Empresas estão implementando ambientes seguros para denúncias de assédio e discriminação, promovendo um ambiente de trabalho mais inclusivo e respeitoso.