O mercado de café inicia a terça-feira (24) com uma queda significativa nas bolsas internacionais, motivada por um movimento de realização de lucros. Após uma segunda-feira de ganhos expressivos nos futuros mais próximos, a correção era esperada por analistas.
De acordo com Lúcio Dias, analista e consultor em agronegócio, o aumento anterior foi impulsionado por preocupações climáticas. Havia rumores de que o frio poderia provocar geadas nas plantações de café no Brasil. “Choveu e não veio o frio esperado, então hoje o mercado está devolvendo toda a alta. Ontem saiu posição dos fundos, que continuaram diminuindo suas posições e venderam mais na última semana”, explicou o consultor.
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Um boletim do Escritório Carvalhaes ressalta que os fundamentos do mercado permanecem inalterados: os estoques seguem historicamente baixos, tanto em países produtores quanto consumidores, enquanto o clima irregular e o equilíbrio precário entre produção e consumo global persistem.
Por volta das 9h20 (horário de Brasília), o café robusta registrava um recuo de US$ 227, sendo negociado a US$ 3,759 por tonelada para o vencimento de julho/25. Para setembro/25, a queda foi de US$ 200, com o valor a US$ 3,704 por tonelada. Já para novembro/25, houve uma baixa de US$ 188, cotado a US$ 3,663 por tonelada.
O café arábica também apresentou perdas, com uma desvalorização de 985 pontos, cotado a 320,45 cents/lbp para o contrato de julho/25. Para setembro/25, a queda foi de 1.220 pontos, com o preço em 314,35 cents/lbp. Para dezembro/25, a desvalorização foi de 1.105 pontos, com o valor em 309,55 cents/lbp.
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Segundo o Climatempo, a partir da metade da semana, a retirada da frente fria e a chegada de uma massa de ar polar devem trazer um frio intenso. O declínio acentuado das temperaturas começa nesta terça-feira no Sul do Brasil e se estenderá para áreas do Sudeste e Centro-Oeste a partir de quarta-feira.
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Nas áreas de cultivo de café, o risco de geadas é considerado baixo. Contudo, algumas regiões específicas, como o Paraná, centro-sul de São Paulo e extremo sul de Minas Gerais, podem registrar geadas isoladas e fracas devido às condições climáticas.
Em conclusão, o mercado de café segue atento às condições climáticas e aos movimentos dos fundos de investimento, que continuam a influenciar as cotações. Se você gostou do conteúdo, não deixe de se inscrever em nossa newsletter para receber mais informações atualizadas sobre o mercado de café.
O mercado de café está em queda devido à realização de lucros após uma alta nos preços motivada por preocupações climáticas que não se concretizaram.
Os fundamentos incluem baixos estoques em países produtores e consumidores, clima irregular e equilíbrio precário entre produção e consumo global.
Condições climáticas, como geadas ou secas, podem afetar a produção de café, impactando diretamente as cotações no mercado.
Geadas isoladas são ocorrências de frio intenso em áreas específicas, podendo afetar regiões de cultivo de café, como o Paraná e o sul de Minas Gerais.
A previsão indica a chegada de uma massa de ar polar, trazendo frio intenso, com possibilidade de geadas em algumas regiões de cultivo.