O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem utilizado inteligência artificial (IA) para identificar fraudes no auxílio-doença, cruzando informações de atestados médicos e detectando padrões suspeitos. A tecnologia também é aplicada no reconhecimento facial para a prova de vida, reduzindo a necessidade de deslocamento às agências e aumentando a segurança. No entanto, a expansão do uso da IA no setor público esbarra na falta de profissionais capacitados e em questões de privacidade dos dados.
O que você vai ler neste artigo:
Atualmente, a IA é utilizada principalmente para otimizar processos internos, como análise de dados e fluxos de trabalho. Maria Alexandra Cunha, coordenadora da área de Tecnologias e Governos na FGV (Fundação Getulio Vargas), aponta que o foco tem sido mais na eficiência governamental do que na relação com o cidadão, mas isso está mudando com a crescente aplicação da IA em serviços voltados à população.
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A desigualdade no acesso à tecnologia também é uma questão relevante. Enquanto alguns órgãos públicos contam com equipes preparadas e recursos modernos, outros enfrentam dificuldades em contratar e reter profissionais de TI, além de terem equipamentos incompatíveis com as novas tecnologias.
Além da falta de profissionais, as questões de privacidade dos dados são um grande desafio. A implementação de IA requer uma gestão cuidadosa dos dados dos cidadãos, garantindo que sejam utilizados de forma ética e segura.
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Para Maria Alexandra Cunha, o desenho dos serviços digitais deve considerar a inclusão, evitando que a tecnologia exclua ainda mais aqueles que já estão à margem da sociedade. Com a evolução da tecnologia, espera-se que o uso da IA se torne mais comum e acessível, beneficiando tanto o governo quanto os cidadãos.
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A IA está sendo utilizada pelo INSS para identificar fraudes no auxílio-doença, cruzando informações de atestados médicos e detectando padrões suspeitos, além de ser aplicada no reconhecimento facial para prova de vida.
Os principais desafios incluem a falta de profissionais capacitados e questões de privacidade dos dados dos cidadãos.
A IA pode aumentar a eficiência e a segurança dos serviços, reduzindo a necessidade de deslocamento às agências e agilizando processos como a prova de vida.
Especialistas como Maria Alexandra Cunha destacam que o desenho dos serviços digitais deve considerar a inclusão, evitando que a tecnologia exclua ainda mais aqueles que já estão à margem da sociedade.
Espera-se que o uso da IA se torne mais comum e acessível, beneficiando tanto o governo quanto os cidadãos, com serviços mais eficientes e inclusivos.