O mercado do boi gordo está em alerta devido à pressão de baixa nos preços, com a arroba negociada a R$ 335 se tornando uma raridade. Esse cenário é impulsionado por escalas de abate mais confortáveis e uma expectativa de aumento na oferta de animais terminados a partir da segunda quinzena de maio. Vamos entender melhor o que está acontecendo!
O que você vai ler neste artigo:
A tendência de baixa nos preços do boi gordo está ligada a fatores como a lentidão no fluxo de negociações e a ausência de várias indústrias nas compras. Segundo especialistas, o aumento da oferta durante a safra pode pressionar ainda mais o mercado. A previsão é de que as cotações recuem devido ao avanço da oferta de boiadas pelos pecuaristas.
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Após um abril firme, a fragilidade dos preços ficou evidente na semana pós-feriados. O aumento da oferta e a lentidão no escoamento da carne no mercado interno são os principais responsáveis por essa pressão baixista. A expectativa é de que a fase de alta do ciclo pecuário só se consolide no segundo semestre, quando a redução no abate de fêmeas gordas pode aliviar a pressão sobre os preços.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a estimativa da produção de carne bovina brasileira, que passou de 11,8 para 11,9 milhões de toneladas. As exportações também devem aumentar, de 3,6 para 3,8 milhões de toneladas. Contudo, essa expansão não é suficiente para reverter a tendência de pressão sobre as cotações domésticas, especialmente com a oferta interna elevada.
Conforme a Scot Consultoria, os preços do boi gordo sofreram queda em importantes regiões produtoras. Por exemplo, em São Paulo, houve um recuo de R$ 5/@, fechando a sexta-feira a R$ 325/@. Negociações acima de R$ 335/@ tornaram-se raridade, especialmente fora dos lotes premium.
Historicamente, maio apresenta preços médios menores que abril. Desde 2010, a arroba registra queda nesse período. Apesar disso, não se espera uma queda tão acentuada quanto em anos anteriores. O fator que pode reforçar a pressão é a entrada de mais animais no mercado, agravada pela perda de qualidade das pastagens com o avanço do outono.
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No atacado, os preços da carne bovina seguem firmes, embora o ritmo de vendas esteja mais lento. O Dia das Mães em maio deve impulsionar a demanda, trazendo algum alívio para o setor. No câmbio, o dólar comercial fechou em leve baixa, ajudando a reduzir parte da pressão sobre custos de importação.
Atualmente, os preços no atacado são: Quarto traseiro: R$ 25,00/kg, Quarto dianteiro: R$ 20,50/kg, Ponta de agulha: R$ 18,50/kg.
O cenário atual do mercado do boi gordo exige atenção e estratégia por parte dos produtores. Se você achou este conteúdo útil, não deixe de se inscrever na nossa newsletter para mais informações e atualizações!
A queda nos preços é causada pela alta oferta de animais e lentidão no escoamento da carne no mercado interno.
Embora as exportações estejam crescendo, não são suficientes para reverter a tendência de pressão sobre os preços domésticos devido à alta oferta interna.
Historicamente, maio apresenta preços médios menores que abril, mas a queda pode não ser tão acentuada quanto em anos anteriores.
Os produtores devem adotar estratégias e ficar atentos às mudanças no mercado para minimizar impactos negativos.
A variação do dólar pode impactar os custos de importação e exportação, influenciando os preços e a competitividade no mercado internacional.