O governo Lula está se preparando para liberar uma nova modalidade de crédito consignado privado até meados de março. A expectativa é que as operações comecem a ser realizadas através do eSocial por volta do dia 12. Técnicos do governo e de instituições bancárias estão trabalhando intensamente para implementar o sistema. Inicialmente, os bancos oferecerão esse crédito por meio de seus aplicativos, expandindo posteriormente para outros canais.
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Em uma reunião técnica organizada pelo DataPrev, foi confirmado que o início do novo consignado privado deve ocorrer em 12 de março, utilizando um marketplace ou carteira digital. Trinta dias depois, em abril, os bancos poderão operar por todos os canais disponíveis, conforme declarou Alex Gonçalves, diretor de Crédito Consignado da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
De acordo com informações divulgadas pelo O GLOBO, o governo planeja enviar ao Congresso Nacional uma proposta para o consignado privado que não estabelece limites para os juros cobrados. Essa medida atende aos interesses dos bancos, mas vai contra a opinião do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que preferia um modelo semelhante ao consignado do INSS.
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A proposta do governo busca facilitar o crédito consignado privado através do eSocial, centralizando informações sobre os trabalhadores e oferecendo garantias mais sólidas para os bancos. A expectativa é que essa medida destrave o crédito para o setor privado, que atualmente é pouco utilizado em comparação ao setor público e aposentados do INSS.
Atualmente, a carteira de consignado privado é significativamente menor, fechando 2024 em R$ 39,7 bilhões, enquanto o INSS e o funcionalismo público atingiram R$ 270,8 bilhões e R$ 365,4 bilhões, respectivamente. Além disso, os juros médios para o consignado privado são bem mais elevados, chegando a 40,8% ao ano, comparados a 23,8% para servidores públicos e 21,9% para o INSS.
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Para que a nova modalidade de consignado privado funcione, é essencial que não haja restrições na cobrança de juros, dada a diversidade de perfis de risco entre os trabalhadores com carteira assinada. Os bancos também defendem que a oferta do consignado não se limite à plataforma do governo, mas que seja acessível através dos canais próprios de cada instituição.
Com a reformulação, estimativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicam que o saldo de crédito consignado no setor privado poderia triplicar, alcançando R$ 120 bilhões.
Por fim, o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, destacou que a imposição de um teto de juros poderia limitar o crescimento desse tipo de empréstimo, refletindo a necessidade de flexibilidade para atender ao mercado diversificado.
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A principal diferença está na origem dos tomadores de crédito: o consignado privado é voltado para trabalhadores do setor privado, enquanto o público atende servidores públicos e aposentados do INSS.
As operações do novo consignado privado devem começar em 12 de março, utilizando um marketplace ou carteira digital.
Os juros são mais altos devido à diversidade de perfis de risco entre os trabalhadores do setor privado, comparados aos servidores públicos e aposentados do INSS.
Espera-se que o saldo de crédito consignado no setor privado possa triplicar, alcançando R$ 120 bilhões, com a nova modalidade.
O governo planeja enviar uma proposta ao Congresso Nacional que não estabelece limites para os juros cobrados, o que favorece os bancos, mas enfrenta resistência de alguns setores.