O preço do diesel vendido pela Petrobras está 24% abaixo do Preço de Paridade Internacional (PPI), segundo relatório da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) divulgado nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2025. Essa diferença representa R$ 0,84 por litro em relação ao preço praticado no mercado externo.
Além disso, a gasolina também apresenta uma defasagem, com uma média de 14% a menos que o PPI, o que equivale a uma diferença de R$ 0,43 por litro. Esse cenário está fortemente influenciado pelo câmbio, com o dólar acima de R$ 6, e pelo preço do barril de petróleo tipo Brent, que está na casa dos US$ 80.
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A diferença nos preços dos combustíveis tem gerado preocupação no mercado. O presidente executivo da Abicom, Sérgio Araújo, afirmou que um reajuste é inevitável para a Petrobras, uma vez que a estatal não ajusta os preços desde julho de 2024.
“Com a alta do ICMS prevista para 1º de fevereiro, a Petrobras, como uma empresa de capital misto, não pode manter uma defasagem tão alta”, disse Araújo. A partir dessa data, os consumidores sentirão um aumento nos preços dos combustíveis nas bombas.
A alíquota do ICMS sobre a gasolina será reajustada em R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47. No caso do diesel e do biodiesel, o aumento será de R$ 0,06, elevando a alíquota para R$ 1,12 por litro. Esses aumentos terão um impacto direto na inflação, pois a gasolina é um dos principais componentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
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Como uma empresa de capital misto, a Petrobras precisa equilibrar suas operações entre o interesse público e o mercado. A defasagem nos preços dos combustíveis pode afetar tanto o mercado interno quanto a competitividade internacional da estatal.
Especialistas do setor acreditam que, com o aumento do ICMS e a necessidade de ajustar os preços ao PPI, os combustíveis devem ficar mais caros nos próximos meses. A expectativa é que a Petrobras faça ajustes graduais para evitar um impacto abrupto no mercado.
O cenário de alta dos combustíveis é uma preocupação constante, especialmente em um contexto de inflação elevada e instabilidade econômica global.
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A defasagem é causada por fatores como a alta do dólar e o preço do barril de petróleo, que influenciam o Preço de Paridade Internacional.
Os consumidores podem enfrentar aumentos nos preços dos combustíveis nas bombas, especialmente após ajustes de preços para alinhar ao PPI.
O ICMS é um imposto estadual que impacta diretamente o preço final dos combustíveis, e seu aumento pode elevar ainda mais os preços nas bombas.
Especialistas esperam que os preços dos combustíveis subam nos próximos meses devido ao ajuste ao PPI e ao aumento do ICMS.
Como empresa de capital misto, a Petrobras busca equilibrar suas operações entre o interesse público e a competitividade no mercado internacional.