O preço da gasolina subiu 10% em 2024 nos postos de combustível, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A gasolina, que começou o ano com um preço médio de R$ 5,58, fechou o ano a R$ 6,15. O diesel e o etanol também tiveram altas, mas a gasolina foi a que mais impactou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O que você vai ler neste artigo:
A principal razão para o aumento no preço da gasolina foi a reoneração do PIS/Cofins e o aumento do ICMS. Esses impostos foram ajustados em janeiro e fevereiro, respectivamente, impactando diretamente os preços nos postos.
Em 2024, a reoneração do PIS/Cofins para diesel e biodiesel foi aplicada, juntamente com o aumento do ICMS para gasolina e diesel. Isso marcou o fim de um ciclo de isenções que havia sido implementado durante a pandemia e a guerra na Ucrânia.
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A Petrobras, que tradicionalmente ajusta os preços com base na política de paridade internacional, fez apenas um reajuste no ano, em julho. Essa decisão ajudou a estabilizar os preços, apesar das flutuações no mercado internacional de petróleo.
Desde maio de 2023, a Petrobras não segue mais a política de paridade internacional. Em 2024, a empresa aplicou apenas um aumento no preço da gasolina, o que ajudou a manter os preços nos postos menos voláteis.
Apesar do aumento no preço da gasolina, seu impacto no IPCA foi menor em 2024 do que em 2023. O combustível, que é um dos principais componentes do índice, pressionou menos a inflação, que registrou um aumento de 4,76% no acumulado de 12 meses até outubro.
No mesmo período de 2023, a gasolina havia subido 16,60%, enquanto o IPCA foi de 4,82%. Em 2024, a alta foi de 7,08%, mostrando que, apesar do aumento, o impacto foi mais controlado.
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O cenário para 2025 é incerto, com conflitos internacionais e questões geopolíticas que podem afetar o preço do petróleo. Além disso, questões fiscais no Brasil, como a dívida pública, podem impactar a inflação e, consequentemente, os preços dos combustíveis.
Enquanto o governo busca alternativas para controlar as contas públicas, o mercado financeiro permanece cauteloso, o que pode resultar em novas flutuações nos preços dos combustíveis.
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Os principais fatores incluem a política de preços da Petrobras, impostos como PIS/Cofins e ICMS, e flutuações no mercado internacional de petróleo.
O aumento do preço da gasolina pode pressionar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), influenciando a inflação geral no país.
A Petrobras alterou sua política de preços para não seguir mais a paridade internacional, buscando estabilizar os preços internos frente às flutuações externas.
O cenário é incerto devido a conflitos internacionais e questões fiscais no Brasil, que podem afetar o preço do petróleo e, consequentemente, os preços dos combustíveis.
A reoneração de impostos como PIS/Cofins e ICMS aumenta os custos para os distribuidores, que repassam esse aumento aos consumidores finais nos postos de combustíveis.