O Supremo Tribunal Federal (STF) está há 15 anos sem resolver a correção da poupança dos aposentados, um tema que afeta milhares de brasileiros. Durante o final da década de 1980, o Brasil enfrentou um período de desequilíbrio fiscal, combatido com a criação de vários planos econômicos para conter a superinflação. Entre esses planos, destacam-se os planos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.
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Esses planos econômicos tinham como objetivo corrigir a poupança de milhares de brasileiros, muitos dos quais hoje são aposentados. Como resultado, muitos deles entraram com ações contra os bancos para serem ressarcidos pelas perdas sofridas. Já se passaram 37 anos desde o primeiro plano econômico, e 15 anos desde que o caso chegou ao STF, mas a discussão ainda não chegou ao fim.
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Desde que o caso chegou ao STF em 2009, os ministros ainda não conseguiram chegar a um consenso. O Supremo julga uma média de 70 mil processos por ano, mas não conseguiu resolver esse caso específico. A ação afeta a vida de milhares de aposentados, que poderiam melhorar sua renda familiar com a indenização dos planos econômicos.
Os processos relacionados aos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1991) e Collor 2 (1992) estão suspensos no STF desde 2010. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 165, que também discute plano econômico, é o mais antigo na Corte, distribuído em 2009. Em 2017, foi homologado um acordo no Supremo para os casos de Planos Bresser e Verão e valores não bloqueados do Plano Collor 1, mas tudo continua parado.
Em 2018, o STF validou um novo acordo firmado entre a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Banco Central (Bacen), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo). Foi criado o Portal Informativo de Acordo Planos Econômicos para facilitar quem quer compor amigavelmente, mas os bancos oferecem propostas desproporcionais.
Os bancos normalmente oferecem de 20% a 30% da dívida, e quando o aposentado não aceita a proposta, resta apenas esperar indefinidamente. Aqueles que aceitam a proposta, muitas vezes movidos por necessidade financeira, idade avançada ou doença, recebem um valor desproporcionalmente pequeno.
Enquanto o tempo passa, milhares de credores vão morrendo com essa demora. Embora os herdeiros possam se habilitar ao crédito do falecido, essa sucessão subverte a lógica de ressarcimento de quem foi efetivamente lesado financeiramente na década de 1980.
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Confiando que as partes podem fazer um acordo, mesmo que desvantajoso, o STF continua sem resolver um caso de repercussão nacional, impedindo que os credores executem compulsoriamente a cobrança da dívida contra os bancos. A Febraban agradece.
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O STF não conseguiu chegar a um consenso sobre a correção da poupança dos aposentados, mesmo após 15 anos de discussões e a validação de alguns acordos.
Os planos econômicos que afetaram a poupança dos brasileiros incluem os planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1991) e Collor 2 (1992).
A demora do STF em resolver a questão impede que muitos aposentados recebam a indenização devida, afetando negativamente sua renda e qualidade de vida.
Em 2017, o STF homologou um acordo para os casos dos Planos Bresser e Verão e valores não bloqueados do Plano Collor 1, mas a situação permanece paralisada.
Os bancos geralmente oferecem entre 20% a 30% da dívida, uma proposta muitas vezes desproporcional às perdas sofridas pelos aposentados.