A Eneva anunciou nesta terça-feira, 16 de julho de 2024, a aquisição de quatro ativos térmicos do banco BTG Pactual. Os negócios envolvem a operação de seis termelétricas localizadas nos estados do Espírito Santo e Maranhão. Para financiar a transação, a Eneva também revelou planos para um follow-on (oferta pública de ações) de até R$ 4,2 bilhões.
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As usinas termoelétricas (UTEs) adquiridas operam com gás natural, óleo combustível e diesel, tendo contratos de fornecimento com diferentes prazos de vencimento. A Eneva pretende recontratar o parque e participar do próximo Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP), previsto para este ano.
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A Eneva adotou diferentes modelos para cada transação:
A Eneva afirmou que as aquisições representam uma oportunidade significativa de geração de valor para a companhia, com sinergias, ganhos de eficiência e potencial de crescimento. Além disso, os ativos adquiridos possuem receita fixa e um fluxo de caixa robusto, concentrado no curto prazo, período mais intensivo de gastos de capital da Eneva.
Principal operadora privada de gás natural em terra no Brasil, a Eneva já conta com um parque de geração termelétrica com 5,95 GW de capacidade, além de projetos em construção. Os ativos existentes estão localizados nos estados do Maranhão, Ceará, Bahia, Sergipe e Roraima.
Para financiar essas operações, o BTG Pactual coordenará uma oferta pública de ações de pelo menos R$ 3,2 bilhões da Eneva, podendo chegar a R$ 4,2 bilhões. Itaú BBA e Bradesco BBI também são coordenadores. Segundo a Eneva, os recursos captados serão utilizados para acelerar a implementação do plano de negócios da companhia e sua estratégia de longo prazo, incluindo as aquisições dos ativos Linhares e Gera Maranhão, além de otimizar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem.
Com o modelo de negócio adotado, o BTG aumentará sua participação na Eneva, já que parte do pagamento será feito em ações e o banco será o garantidor de todo o lote base da oferta. Atualmente, o BTG é o maior acionista da Eneva, com 23,33%, podendo dobrar essa posição dependendo da demanda no follow-on.
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A Eneva é resultado da fusão entre MPX Energia e OGX Maranhão, ambas do Grupo EBX, do ex-bilionário Eike Batista. Vendida em 2014, a empresa tem como principais acionistas o BTG Pactual, o fundo de investimentos Cambuhy (20%) e a Dynamo (10,8%).
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A transação envolve diferentes modelos de aquisição, totalizando R$ 4,2 bilhões, incluindo emissão de ações e compra de debêntures.
A Eneva adquiriu as UTEs Viana, Viana I, Povoaçã I, Geramar I, Geramar II e Luiz Oscar Rodrigues de Melo, localizadas no Espírito Santo e Maranhão.
A Eneva planeja um follow-on de até R$ 4,2 bilhões, coordenado pelo BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI, para financiar a transação.
A aquisição representa uma oportunidade significativa de geração de valor, sinergias, ganhos de eficiência e potencial de crescimento para a Eneva.
Os principais acionistas da Eneva são o BTG Pactual, o fundo de investimentos Cambuhy e a Dynamo.