Na noite de quinta-feira, 12 de fevereiro, o Bloco Dona Justa tomou as ruas do Centro de Florianópolis, trazendo consigo uma mistura de protesto e carnaval. Embalados pela marchinha ‘Jeito Louco de Governar’, os foliões seguiram o tradicional Enterro da Tristeza, transformando a ocasião em um grito de resistência contra as políticas do governador Jorginho Mello (PL).
O que você vai ler neste artigo:
O foco do protesto do Dona Justa este ano foi a desigualdade nas políticas fiscais e previdenciárias do governo estadual. Em 2026, o Estado prevê mais de R$ 30 bilhões em isenções fiscais para grandes empresários dos setores do agronegócio, indústria e importação/exportação. Enquanto isso, os trabalhadores dos serviços públicos enfrentam restrições cada vez mais severas para se aposentar, resultado de reformas previdenciárias consecutivas.
Durante o cortejo, o bloco usou ‘pirulitos’ e faixas para comunicar suas mensagens, criticando diretamente o governador do Estado. A marcha foi acompanhada por trabalhadores do setor público, que reivindicaram uma aposentadoria justa e convocaram organizações sindicais para se unirem à luta.
Leia também: 13º Salário INSS 2026: Saiba Quando Será Pago
Carolina Rodrigues Costa, presidenta do SINJUSC, destacou a importância de usar momentos de confraternização, como o Carnaval, para fortalecer a identificação e a união da classe trabalhadora. Ela afirmou: “O carnaval é um espaço político importante em que o povo vem pra rua brincar, mas também ver e ouvir. E a gente não abre mão de ocupar esse espaço com alegria e disposição pra luta”.
O Enterro da Tristeza é uma tradição que marca o início das festividades carnavalescas em Florianópolis. Com o Bloco Dona Justa, essa tradição ganha uma nova camada de significado, onde a alegria do carnaval se entrelaça com um forte apelo social e político.
Leia também: Bélgica altera regras de aposentadoria: 44 anos de contribuição exigidos
A presença do bloco nas ruas não passou despercebida. A iniciativa não só trouxe visibilidade para as causas defendidas, mas também engajou a população em um diálogo sobre as políticas públicas vigentes. A repercussão do evento foi significativa, ecoando além das fronteiras da cidade.
O Bloco Dona Justa reafirma seu compromisso de usar o carnaval como plataforma para a luta por justiça social. A convocação para que outras organizações sindicais e de classe se juntem ao movimento é um chamado à ação, destacando a necessidade de união e resistência.
Se você gostou deste conteúdo e quer ficar por dentro das próximas ações e eventos do Bloco Dona Justa, inscreva-se em nossa newsletter e não perca nenhuma novidade!
O Bloco Dona Justa surgiu como uma forma de unir festa e protesto, utilizando o carnaval como plataforma para abordar questões sociais e políticas.
O bloco critica as políticas fiscais do governo devido às isenções fiscais para grandes empresários enquanto trabalhadores enfrentam dificuldades previdenciárias.
As marchinhas do Bloco Dona Justa transmitem críticas ao governo estadual e convocam a população para a luta por justiça social.
O Bloco Dona Justa engaja a população em discussões sobre políticas públicas e fortalece a união entre trabalhadores e organizações sindicais.
O Enterro da Tristeza marca o início das festividades carnavalescas em Florianópolis e, com o Bloco Dona Justa, ganha um significado de protesto e resistência.