Os bancos terão que cumprir novas regras no crédito consignado, sem condicionar a liberação de empréstimos à contratação de seguros ou outros produtos. Essa mudança, promovida pela Febraban, vem para proteger o consumidor e combater práticas abusivas, garantindo transparência e segurança em uma das modalidades de crédito mais acessíveis do país.
O que você vai ler neste artigo:
A decisão de proibir a venda casada, onde o cliente era obrigado a contratar serviços ou seguros para ter acesso ao crédito, representa um passo importante para o fortalecimento da proteção ao consumidor. As novas regras exigem que qualquer oferta de produtos adicionais seja clara, explícita e, principalmente, facultativa para o interessado. Essa medida afasta as armadilhas que historicamente prejudicaram aposentados, pensionistas e outros grupos vulneráveis.
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Quais são as mudanças impostas pelas novas normas? Em resumo, a regra central é que nenhum produto ou serviço adicional pode ser vinculado compulsoriamente ao crédito consignado. Confira alguns pontos essenciais:
Essas diretrizes eliminam a prática da venda casada e promovem maior autonomia, permitindo que o consumidor decida sem pressões ou condições impositivas.
A medida impacta de forma direta quem recorre ao crédito consignado, principalmente os que dependem dessa linha de crédito para suprir necessidades financeiras imediatas. Ao retirar a obrigatoriedade de contratar serviços adicionais, os consumidores ganham:
Para saber mais sobre a modalidade de crédito, recomendamos a leitura sobre Crédito Consignado na Wikipédia.
Desde que a Autorregulação do Consignado foi implementada, as autoridades se empenham em monitorar as práticas do setor. Nos últimos anos, foram aplicadas milhares de sanções contra instituições financeiras e correspondentes bancários que desrespeitaram as normas. Em números, mais de 2 mil penalizações já foram registradas, com destaque para as 128 proibições permanentes de atuação para alguns responsáveis.
Além de multas, as instituições podem enfrentar outras sanções administrativas. Esse alinhamento entre órgãos reguladores e o sistema bancário fortalece a confiança do consumidor e demonstra o comprometimento do setor em corrigir desvios e promover práticas éticas.
Você já se perguntou o que fazer caso identifique cobranças não autorizadas ou contratos confusos? Veja a seguir algumas orientações úteis para agir de forma rápida e assertiva:
Essa mudança regulatória visa reduzir a opacidade nas relações entre bancos e clientes. Historicamente, muitos consumidores foram surpreendidos por cobranças indevidas e cláusulas pouco claras. Com as novas regras, a transparência se torna um pilar central, garantindo que todos os termos sejam apresentados de forma clara e objetiva.
Além disso, a confiança no sistema financeiro tende a ser reconquistada com a reestruturação das práticas de venda casada. O setor, que já sofria críticas por abusos, agora deve adotar políticas que promovam uma relação mais equilibrada e justa entre bancos e clientes.
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Com a implementação das novas normas, o cenário para o crédito consignado tende a se tornar mais saudável e seguro. Instituições que fazem parte da Autorregulação do Consignado – atualmente, 76 bancos que representam cerca de 99% do volume desse crédito no país – terão que se adequar para evitar penalizações.
Esse movimento não apenas resulta em benefícios diretos para os consumidores, mas também promove um ambiente mais ético e transparente no mercado. A expectativa é que essa mudança impulsione outras medidas regulatórias e inspire ainda mais confiança no sistema financeiro brasileiro.
Em resumo, a proibição da venda casada e a obrigatoriedade de contratos separados para produtos adicionais representam um avanço decisivo, resguardando os direitos dos consumidores e criando uma relação mais justa com as instituições financeiras. Se você valoriza a transparência e a segurança na contratação do crédito consignado, essa é uma vitória que merece ser celebrada!
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Sem as novas medidas, os consumidores podem se ver obrigados a contratar serviços ou seguros desnecessários, aumentando custos e assumindo riscos desproporcionais à sua realidade financeira.
É importante verificar se o contrato do crédito consignado inclui produtos adicionais sem o consentimento explícito ou se os serviços extras não estão devidamente segregados em contratos separados.
Entre em contato imediatamente com a instituição financeira, solicite esclarecimentos, registre formalmente sua reclamação e, se necessário, procure órgãos de proteção ao consumidor como o Procon ou consumidor.gov.br.
Ao eliminar a obrigatoriedade de contratar produtos extras, as novas regras garantem que esses grupos tenham acesso a empréstimos mais transparentes e justos, sem serem enganados por cláusulas abusivas que podem comprometer sua segurança financeira.
Você pode acessar plataformas como o consumidor.gov.br, utilizar os canais de atendimento da sua instituição financeira ou procurar o Procon local para formalizar sua denúncia.