A recomendação do Itaú BBA para a Boa Safra (SOJA3) passou de compra para neutro. O banco também reduziu o preço-alvo da ação de R$ 15 para R$ 10. Essa revisão reflete uma abordagem mais conservadora em relação ao setor do agronegócio. O cenário macroeconômico atual é visto pelo banco como desafiador para os produtores rurais, especialmente ao longo do calendário da safra 2025/26.
O que você vai ler neste artigo:
Os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama explicam que a visão microeconômica foi ajustada para ser mais cautelosa. A estratégia de crescimento foi desacoplada do principal motor de criação de valor no curto prazo, focando em uma plataforma orientada à rentabilidade, que pode levar mais tempo para ganhar tração após os resultados estimados de 2025.
No longo prazo, o Itaú BBA continua vendo valor na Boa Safra e no segmento de sementes. No entanto, o banco prefere adotar uma postura de espera enquanto o setor atravessa um ciclo desafiador. Dois fatores principais são esperados: descompressão do pool de lucros na cadeia do agronegócio e maior visibilidade sobre as ações recentes da Boa Safra para recuperação de rentabilidade.
Leia também: Crise no IPREV: Futuro das Aposentadorias do DF em Risco
Os preços deprimidos da soja têm sido críticos para a dinâmica dos insumos agrícolas. Volumes, preços e o mix de sementes de soja enfrentam dificuldades ao longo de toda a cadeia, afetando a maior parte das teses de investimento no setor. O banco destaca que os preços da soja passaram a influenciar mais as teses ligadas a insumos agrícolas do que o mercado antecipava.
Em reunião com o Itaú BBA, o CEO Marino Colpo e o CFO Felipe Marques reforçaram o foco da companhia em eficiência operacional e disciplina de preços. A estratégia passa por alavancar a atual participação de mercado e fortalecer o posicionamento de marca, mantendo uma postura conservadora na expansão de capacidade e no uso de capital de giro.
Os analistas consideram essa postura construtiva, dadas as adversidades enfrentadas pela cadeia do agronegócio.
Leia também: Faturamento da Indústria Cresce, mas Emprego Cai pelo Terceiro Mês
De acordo com o Itaú BBA, a visibilidade para a Boa Safra deve melhorar mais próximo do terceiro trimestre de 2026. O interesse pelo papel pode voltar a ganhar tração nesse cenário mais conservador. O banco espera que a Boa Safra negocie a um múltiplo P/L 2026e em torno de 10x, mantendo os investidores cautelosos durante esse período de ajuste. A sazonalidade do negócio e o elevado custo de capital também são fatores que podem influenciar o momentum no curto prazo.
Se você gostou deste conteúdo e deseja receber mais atualizações sobre o mercado financeiro, inscreva-se em nossa newsletter!
O Itaú BBA revisou a recomendação devido a um cenário macroeconômico desafiador, optando por uma abordagem mais conservadora.
O Itaú BBA espera que a visibilidade da Boa Safra melhore por volta do terceiro trimestre de 2026, com a empresa negociando a um múltiplo P/L 2026e em torno de 10x.
Os preços deprimidos da soja têm impactado a dinâmica dos insumos agrícolas, influenciando as teses de investimento no setor.
A estratégia da Boa Safra foca em eficiência operacional e disciplina de preços, com uma postura conservadora na expansão de capacidade e uso de capital de giro.
A curto prazo, os analistas esperam que a Boa Safra mantenha uma postura conservadora, com foco em rentabilidade e ajustando-se ao cenário desafiador.