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Trump propõe limite de 10% nos juros do cartão de crédito nos EUA e divide opiniões

Matheus Rizo em 12 de janeiro de 2026 às 10:17

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), uma medida que promete sacudir o sistema financeiro norte-americano: a imposição de um teto de 10% nos juros dos cartões de crédito por um ano. O anúncio, como é de costume, foi feito por Trump em sua rede social, a Truth Social, e já provoca reações intensas tanto no mundo político quanto no setor bancário.

Segundo o presidente, o objetivo é proteger o consumidor americano que, segundo ele, vinha sendo vítima de taxas exorbitantes durante a administração anterior. Mas a falta de clareza sobre como a imposição será fiscalizada e, principalmente, o impacto da decisão na oferta de crédito, acendeu o alerta entre especialistas e representantes do setor financeiro. Neste artigo, você entenderá o contexto histórico, os dados recentes sobre o endividamento no país, as apostas políticas em torno do tema e as principais dúvidas que a proposta levanta para o futuro do crédito nos EUA.

Como o teto de juros será implementado e quais as justificativas?

Trump afirmou que o limite entra em vigor em 20 de janeiro de 2026, quando completa um ano de seu segundo mandato. No anúncio, declarou abertamente que não iria mais permitir que empresas de cartão de crédito “explorem” a população com taxas entre 20% e 30% ao ano, culpa atribuída principalmente à gestão de Joe Biden. O presidente, no entanto, não detalhou como a fiscalização será feita, nem apresentou plano para garantir que as instituições financeiras cumpram a determinação.

A proposta de um teto nos juros dos cartões de crédito não é nova: já havia sido tema de debate no Congresso, mas sempre enfrentou forte resistência do setor financeiro. A decisão, portanto, cumpre uma promessa eleitoral de Trump e dialoga diretamente com uma das maiores dores financeiras das famílias norte-americanas: o endividamento crescente.

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Endividamento e os números que pressionam o governo

O endividamento em cartões de crédito é uma das preocupações centrais da economia dos Estados Unidos. Segundo dados do Federal Reserve, compilados pelo jornal The Guardian, a dívida nessa modalidade chegou a US$ 1,17 trilhão no terceiro trimestre de 2024, um salto em relação aos US$ 770 bilhões no início de 2021. O crescimento acelerado do saldo devedor pressiona não só as famílias, mas também o governo, que busca soluções para evitar uma crise de inadimplência generalizada.

A limitação das taxas de juros é vista como uma resposta a essa escalada, mas lança dúvidas sobre o acesso ao crédito. A Associação dos Banqueiros Americanos e outras entidades reforçam que um corte tão brusco nas taxas pode impactar negativamente a concessão de crédito, retirando milhões de pessoas do sistema bancário formal.

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Opiniões divididas no Congresso e no mercado financeiro

No Congresso, o teto de juros de 10% conta com defensores e detratores de peso. Em 2025, parlamentares democratas, como Bernie Sanders, e republicanos, como Josh Hawley, protocolaram proposta semelhante ao teto de juros, mas o projeto não avançou. O anúncio de Trump agora reaquece o debate. Enquanto Hawley comemorou publicamente a iniciativa, outros nomes de oposição criticaram a falta de ação legislativa efetiva. Alexandria Ocasio-Cortez e Anna Paulina Luna, por exemplo, já tinham tentado avançar com projetos similares na Câmara dos Representantes.

Céticos, nomes como Elizabeth Warren apontam para uma possível manobra de marketing político e para a ausência de mecanismos de proteção permanente ao consumidor. Warren destacou ainda o histórico de Trump em tentativas de enfraquecer órgãos de regulação financeira, como a CFPB, sugerindo inconsistência entre discurso e prática.

Riscos para concessão de crédito e reação dos bancos

Para o setor bancário, o teto imposto corre o risco de tornar a concessão de crédito menos atrativa ou até inviável para certos perfis de clientes. Isso porque as taxas servem para compensar riscos de inadimplência em um produto que não exige garantias. Brian Jacobsen, estrategista-chefe da Annex Wealth Management, afirmou à agência Reuters que, se as instituições não puderem precificar corretamente o risco, reduzirão os limites ou cortarão cartões dos consumidores considerados de maior risco.

Por outro lado, há expectativa de que empresas alternativas de crédito, como fintechs de “compre agora, pague depois” e credoras de empréstimos de curto prazo, possam ganhar espaço nesse cenário. O temor de entidades bancárias é de que limitar juros restrinja o crédito para famílias e pequenas empresas, exatamente o público que, nesse contexto, mais precisa de alternativas acessíveis.

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A proposta de Trump de limitar os juros do cartão de crédito a 10% nos Estados Unidos representa um marco na relação entre consumidores, bancos e governo, reacendendo debates antigos sobre proteção ao consumidor e livre mercado. Ao mesmo tempo, traz à tona dúvidas legítimas sobre o impacto da medida no acesso ao crédito para milhões de americanos, sobretudo aqueles com menor poder aquisitivo ou histórico de crédito frágil.

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Perguntas frequentes

Quais são os possíveis impactos do teto de juros sobre consumidores com histórico de crédito frágil?

Consumidores com histórico de crédito frágil podem ter maior dificuldade em acessar crédito, pois os bancos podem reduzir limites ou cortar cartões para compensar riscos não precificados.

Como as fintechs podem se beneficiar da imposição do limite de juros nos cartões de crédito?

Fintechs de ‘compre agora, pague depois’ e credoras de empréstimos de curto prazo podem ganhar espaço oferecendo alternativas de crédito mais flexíveis, especialmente se os bancos restrigirem concessões.

O que ocorreu com propostas semelhantes no Congresso americano antes dessa medida?

Em 2025, projetos semelhantes de teto de juros foram apresentados, com apoio de democratas e republicanos, mas não avançaram devido à resistência do setor financeiro e divergências políticas.

Por que o setor bancário resiste à limitação de juros nos cartões de crédito?

Os bancos argumentam que as altas taxas compensam o risco de inadimplência em cartões sem garantias; limitar os juros pode inviabilizar a concessão de crédito para perfis considerados de maior risco.

Há alguma garantia de fiscalização para o cumprimento do teto de juros anunciado?

Até o momento, não foram divulgados detalhes claros sobre os mecanismos de fiscalização e como o governo garantirá o cumprimento da limitação dos juros.

Matheus Rizo

Autor da InfoFinanceira especializado em finanças, seguros e crédito.

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